Olá pessoal,
Como prometido, estou relatando um pouco do que aconteceu na comemoração do Dia da Consciência Negra na Umei. Este ano abordamos o tema : ritmos e folguedos afro-brasileiros. As crianças tiveram oficinas de africanidades durante todo o mês de outubro e parte de novembro, culminando com essa comemoração. As apresentações foram muito bonitas e as crianças se envolveram bastante.
Turma Bolinha de sabão - Berçario
Tema: Reis e Rainhas do Congo.
Desde pequenos, os filhos dos reis e rainhas, lideram os pequeninos, sendo aclamados como reizinhos.
Essa é a história dos reizinhos coroados
E abre senhor, abre senhora, abre alas para o desfile dessa história.
O reizinho ao passar os peixes pulam no mar
As águas dançam, dançam sem parar.
A rainha ao passar todas as estrelas irão brilhar
A lua tão brilhante e redonda se põe logo a cantar.
Música:
Ganga aruá dendê
Ganga aruá dandá
Viva o reizinho do Congo
morador desse lugar
Viva o rei, viva a rainha
Ainda que ela seja pequenininha!
Turma Passa anel
Tema: Samba de roda
É uma variante do samba. O "samba" teria surgido por inspiração sobretudo de um ritmo africano, o semba, e teria sido formado a partir de referências dos mais diversos ritmos tribais africanos. Note-se que a diversidade cultural, mesmo dentro da raça negra no Brasil era bastante notável, porque os senhores de escravos escolhiam aleatoriamente seus indivíduos, e isso tanto fez separarem tipos africanos afins, pertencentes a uma mesma tribo, quanto fez juntarem tipos africanos diferentes, alguns ligados a tribos que eram hostis no continente africano. O samba de roda é muito semelhante ao jongo. É dançado em roda, como o próprio nome diz, geralmente acompanhado por viola, atabaque, pandeiro, berimbau e palmas.
Música:
Sai, sai, sai ô piaba, saia da lagoa (2x)
Põe a mão na cabeça, a outra na cintura.
Dá um remelexo no corpo. E uma abraço no outro.
Oi abre a roda tindolê lê
Oi abre a roda tindolá lá
Oi abre a roda tindolê lê. Tindolê lê. Tindolá lá.
O pião entrou na roda pião. Oi!
Roda pião, bambeia ô pião.
Pulando no terreiro ô pião.
Roda pião, bambeia ô pião.
Turma Faz de Conta

Tema: Bois do Brasil
Típico da região Nordeste do Brasil, mas com algumas variações no Sudeste como o boi da rede e boi da manta. Possui uma miscigenação de elementos culturais africanos, portugueses e indígenas. Ocorre entre o mês de novembro até 6 de janeiro. Sua coreografia consiste em danças de rua, onde uma pessoa vestida de boi comanda a dança.
Música:
Ê boi. Ê boi!
Meu boi chegou lá na beira do serrado (2x)
Abre a porteira Maria pra vê o meu boi encantado (2x)
Meu boi veio de longe pra vê João e Maria
Vam bora, meu boi vam bora, que é tarde, num é cedo ainda (2x)
Lá na beira do serrado meu boi chegou
Abre a porteira Maria pra vê o meu boi encantado.
Olha o boi da rede, segura esse boi, esse boi é muito bravo.
Turma Cirandinha
Tema: Congo
Congada, Congado ou Congo são nomes genéricos dados ao conjunto de elementos que circundam uma Festa de Reinado de tradição afro brasileira, onde se faz a coração de "Reis e Rainhas do Congo". As festas são organizadas por Irmandades ou pelo grupo com os seus brincantes, tocadores, reis, rainhas, cozinheiros, ajudantes e mestres que fazem as procissões e levantam mastros, com características próprias de cada região. As festas de Reinado no Brasil com devoção a santos negros, como Nossa Senhora do Rosário, São Benedito e Santa Efigênia são tradições mantidas em diversas localidades, especialmente Minas Gerais, São Paulo e Goiás. Essa é uma das tradições mais antigas ainda em atividade no país.
Música:
Oia ô lê lê (4x)
Nagô Nagô nossa rainha já se coroou. (2x)
A boneca é de cera. Cera e madeira.
Turma: Amarelinha

Tema:Neguinhas da Guiné e o cacuriá
O cacuriá é uma dança típica do estado do Maranhão, no Brasil, surgida como parte das festividades do Divino Espírito Santo, uma das tradições juninas. A dança é feita em pares com formação em círculo, o "cordão", acompanhada por instrumentos de percussão chamados caixas do Divino (pequenos tambores). No final da Festa do Divino Espírito Santo, após a chamada derrubada do mastro, as caixeiras do carimbó podem descansar. É neste momento que elas passam à porção profana da festa, com o cacuriá. A parte vocal é feita por versos improvisados respondidos por um coro de brincantes. O ritmo é uma derivação do carimbó maranhense.
Música:
O homem que me deu saia foi embora pro sertão
os outros que aqui ficaram prometem saia e não dão
Olê o lê lê - saia
Foi o senhor quem me deu - saia
Fui na Praia pegar siri
o siri me mordeu eu sacudi
e os peixinhos da lagoa começaram a rir