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sexta-feira, 27 de abril de 2012

A greve terminou...

Olá pessoal,


A Assembléia na tarde de hoje votou em maioria para colocarmos um fim à greve da educação infantil que durou aproximadamente 45 dias. A prefeitura demorou a negociar e a paralisação das umeis e escolas com turmas de educação infantil se arrastou por muitos dias gerando grandes prejuízos às crianças, às professores e à própria imagem do prefeito. Imagem essa  que após esse descaso com a educação, ficou  abalada e deixou claro que ele não está atento às demandas da sociedade que governa. Entre ameaças e atitudes de repressão aos professores grevistas, a PBH mostrou que não está disposta à encarar um diálogo amplo sobre os direitos dos cidadãos da primeira infância. E mais, que não é verdadeiramente representante do povo, e nem cumpre leis que se referem aos direitos dos professores da educação básica.


Não conseguimos a tão almejada isonomia de carreira com os demais professores da educação básica, mas na Câmara temos um substitutivo que está para ser votado logo após o projeto do prefeito que nós acena com reais chances de conseguir o que a categoria tanto luta já há oito anos.


Gostaríamos de agradecer ao apoio recebido da comunidade escolar durante todo o tempo que estivemos em greve!!!

Ensinar exige acreditar que a mudança é possível. É o saber da História como possibilidade e não como determinação. "O mundo não é. O mundo está sendo."
Paulo Freire in Pedagogia da autonomia

Proposta da PBH não atende à categoria.

No dia 25/04, quarta-feira, enquanto a categoria realizava a sua assembleia, acontecia uma reunião convocada pelo Ministério Público entre o Comando de Greve, a PBH e representantes de pais/mães. Por isso, foi marcada nova assembleia para o dia 26/04, 14h, na Faculdade de Medicina.
Na reunião no MP a PBH reapresentou a mesma proposta do dia 18/04: igualar o salário do nível 1 dos educadores com o inicial do nível 1 dos professores a partir de novembro (o salário passaria de R$1.140,75 para R$1.186,85); igualar o prêmio por participação em reunião pedagógica passando de R$ 80,00 para R$ 100,00; igualar o abono fixação ANUAL de R$ 500,00 para R$800,00. E nenhuma proposta de unificação da progressão por escolaridade (pagamento por habilitação)
Diante disso, a promotora solicitou que a PBH apresentasse uma proposta em relação à unificação da carreira para a categoria antes da assembleia do dia 26/04.
O Comando de Greve passou a manhã reunido e aguardando um retorno da PBH. Diante da ausência de proposta até as 14 horas, o Comando optou por sugerir à assembléia que se chegasse qualquer documento da PBH ele deveria ser avaliado em nova assembleia no dia 27/04, para termos tempo de analisa-lo.
Durante a assembleia, a PBH enviou um documento com a sua proposta, socializado para a categoria que optou por avalia-lo em  nova assembleia a ser realizada no dia 27/04, 14 horas, no Hotel Normandy (Rua Tamoios, 212).
O documento contem as seguintes propostas:
1) criar uma comissão para discutir uma proposta de unificação de carreira com o prazo de conclusão de seus trabalhos no final de 2012.
3) enviar um substituto para o Projeto 2068/12 acrescentando as propostas apresentadas no dia 18/04: igualar o salário do nível 1 dos educadores com o inicial do nível 1 dos professores a partir de novembro, o que significa a correção de todos os valores até o nível 15; igualar o prêmio por participação em reunião pedagógica; igualar o abono anual de fixação.
4) realizar uma reunião com pais/mães/responsáveis, SMED e SindREDE para discutir a reposição dos dias de greve.
Avaliamos que a PBH quer jogar para 2013 o debate da unificação da carreira, e ao mesmo tempo, consolidar o seu projeto em curso na Câmara. Ou seja, ela mantém a proposta inicial de carreiras distintas. Destacamos que em 2013 teremos nova legislatura e novo prefeito.
Se de fato, a PBH quer debater a unificação da carreira docente ela pode muito bem acatar nosso substitutivo, inclusive retirando o seu projeto inicial para que a votação seja mais rápida.
Avaliamos que devemos continuar pressionando a Câmara para votar nosso substitutivo, o que significa mantermos nossa greve até a votação do substitutivo (segunda semana de maio). Isto exige ações radicais, tais como acampar/ocupar a Camara e cobrar que o apoio em forma de assinatura concretize-se em votações no plenário.

A luta continua!!!
Participe da assembleia: 27/04, 14 horas, no Hotel Normandy (Rua Tamoios, 212).

Atividades que acontecerão na cidade de 27/04 a 03/05
Encontro dos Movimentos Sociais - 27a 30 de abril - Assembleia Legislativa
Praia do Trabalhador - 01 de maio - 10h - Praça da Estação 
Conferência Municipal de Educação - 02 e 03 de maio - SESC Venda Nova



Retirado do Blog Rede Travessia



quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Greve continua....

Olá pessoal,


Após questionamentos nesse mesmo blog e na rua, infelizmente tenho que dizer que a UMEI Carlos Prates voltou a funcionar parcialmente. Algumas (poucas) professores voltaram às suas atividades. A grande maioria das professoras continua em greve por acreditar que essa é a única forma de pressionar o prefeito Márcio Lacerda para que sua promessa de campanha (referente aos profissionais da educação infantil) seja cumprida. A categoria sempre se manteve disponível ao diálogo, mas o prefeito não quis realmente fazer cumprir algo que já ganhamos em várias instâncias e é totalmente legal e passível de ser contemplado. Até quando vamos eleger políticos que não cumprem o que prometem em época de campanha eleitoral?!?


Convidamos toda a comunidade escolar para participar da Assembléia de hoje para saber como está o nosso movimento....



sexta-feira, 13 de abril de 2012

Apoio do NEPEI - UFMG

APOIO AOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL DE BELO HORIZONTE

O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Infância e Educação Infantil – NEPEI, da Faculdade de Educação da UFMG vem a público manifestar seu apoio às(aos) professoras(es) que atuam nas Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEI) de Belo Horizonte, em greve desde o dia 14 de março de 2012. A luta dessas(es) profissionais da educação pela unificação das carreiras de magistério é uma luta por reconhecimento profissional e deve, no nosso entendimento, ser apreendida como parte do processo de reconhecimento social da importância da educação das crianças de 0 a 6 anos, direito reconhecido desde a Constituição Federal de 1988.

A Prefeitura de Belo Horizonte, ao iniciar o processo de ampliação do atendimento público em Educação Infantil na cidade optou pela criação de um cargo paralelo à carreira do professor municipal. Já naquele momento, chamamos a atenção para a inadequação dessa medida, uma vez que nossa legislação reconhece a Educação Infantil como Primeira Etapa da Educação Básica e define, sem sombra de dúvida, que o profissional responsável pela docência nesse nível de ensino, é o professor, para o qual determina a mesma formação exigida para o professor que atua nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Com a criação do cargo de educador infantil, com salários, carreira e benefícios inferiores aos dos professores municipais, a PBH fere o princípio da isonomia, além de indicar, a despeito das propagandas nas quais a Educação Infantil é anunciada como prioridade no município, que essa etapa não recebe, do poder público municipal, o mesmo reconhecimento que ele atribui ao Ensino Fundamental.

O trabalho do professor que atua com crianças nos primeiros anos de vida – o que vale para a docência em outros níveis também – dedicando-se à formação humana, fundamentada em conhecimentos científicos e habilidades construídas ao longo de processos de formação e da prática profissional, reveste-se de grande complexidade. Não se justifica, assim, a adoção de carreira desvalorizada em comparação com aquela que se refere aos professores do Ensino Fundamental.

A valorização dos professores, um dos elementos fundamentais para o desenvolvimento de processos educativos de qualidade, está seriamente negligenciada pela política educacional municipal. A mudança da denominação Educador Infantil para Professor de Educação Infantil, e não a unificação da carreira de Professor Municipal, constitui-se em flagrante desrespeito aos direitos dos professores e das crianças, uma vez que as consequências da total ausência de valorização e reconhecimento profissional repercutem diretamente na qualidade da educação ofertada a elas. Para mencionar apenas um exemplo de consequências desse tipo de medida, destaca-se a tendência à alta rotatividade de professores. Ainda que esses profissionais se identifiquem com essa etapa da educação, são levados a atuarem em outras funções que lhes confiram um maior reconhecimento social e econômico. Essa situação desfavorece o fortalecimento de uma cultura profissional e a consolidação de projetos pedagógicos consistentes para essa faixa etária.

O direito dos professores ao respeito, à dignidade e ao reconhecimento da importância de seu trabalho, do ponto de vista simbólico e material, são fatores que repercutem positivamente no desenvolvimento de projetos pedagógicos de qualidade. É isto que desejam e a que tem direito a população de Belo Horizonte, especialmente as crianças de 0 a 6 anos de idade.

Diante do exposto, solicitamos aos órgãos competentes, Ministério Público, Câmara de Vereadores, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte que tomem as devidas providências para fazer valer esse direito,

Ademilson Soares – Professor do Departamento de Administração Escolar. Pesquisador do NEPEI/FaE/UFMG;

Isabel de Oliveira e Silva – Professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG,

Iza Rodrigues da Luz – Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;

Lívia Fraga- – Professora do Departamento de Administração Escolar. Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG;

Maria Cristina Gouvêa - Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;

Maria Inês Mafra Goulart – Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;

Mônica Correia Baptista – Professora do Departamento de Administração Escolar. Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG;

Rogério Correia da Silva-– Professor do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG

Vanessa Neves - Professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG,

quinta-feira, 12 de abril de 2012

terça-feira, 3 de abril de 2012

A greve continua...

Olá pessoal,

Diante do descaso da prefeitura com a educação infantil e como ela se nega a negociar tenho que informar aos leitores desse blog que A GREVE CONTINUA...
Não podemos aceitar o que a Prefeitura quer: sucateamento da educação pública e desvalorização da infância... As professoras da educação infantil exigem Plano de Carreira compatível com os demais professores da Rede Municipal.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Continuidade da greve - com 80% de paralisação.

ASSEMBLÉIA VOTA PELA CONTINUIDADE DA GREVE COM MAIS DE 80% DE PARALISAÇÃO 

        
                                   
Publicado no Jornal Hoje em dia - 28/03/2012



quinta-feira, 22 de março de 2012

Continuidade da greve.

 Olá pessoal,


Hoje tivemos mais uma Assembléia de Greve que lotou o auditório da Faculdade de Medicina da UFMG. Os professores de educação infantil presentes votaram por unanimidade a continuidade da greve.


Foi um momento de grande coletividade e de afirmação da educação infantil como uma categoria forte e decidida que sabe o que quer.


Depois do fim da Assembléia saímos em passeata pela Avenida Prof. Alfredo Balena e Avenida Afonso Pena e paramos em frente à porta da Prefeitura de Belo Horizonte. Estamos cobrando do Governo Municipal promessas feitas na sua campanha eleitoral com relação ao reconhecimento da carreira do professor da educação infantil com todos os direitos inerentes à um professor da educação básica.


Continuidade da greve da educação infantil no Jornal Hoje em Dia

Greve da Educação Infantil

Greve da Educação Infantil por igualdade salarial, carreira única e cumprimento de promessa de campanha eleitoral.


Nós, educadoras infantis da PBH, estamos em greve desde o dia 14 de março. Reivindicamos que a PBH cumpra a lei e a promessa de campanha do Lacerda: salário igual para professoras da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Carreira única e tratamento sem discriminação.

Conseguimos parar 80% das UMEIs. Nossas atividades tem demonstrado com muita energia e alto astral que a única alternativa da PBH é cumprir o que foi prometido e nos é de direito: valorização salarial e unificação da carreira. Realizamos um belo ato na porta da PBH com uma grande ciranda. Protestamos na SMED e reforçamos nossa disposição para a luta. Visitamos a Câmara para exigir que os vereadores cobrem do prefeito o envio de um substitutivo para o PL 2068/12 e PELO 14/12, pois estes não reconhecem o nosso direito à salário e carreira iguais ao do restante dos docentes municipais.

No dia 21 conversamos com o Luis Henrique, Rosa e Ismayr em uma suposta "mesa de negociação". Percebemos claramente o receio deles de barrarmos o projeto na câmara que resolve apenas alguns problemas do governo. Devemos continuar pressionando a câmara para que o trâmite do projeto seja interrompido. O governo tentou de várias formas intimidar a luta da educação infantil, mas não conseguiu.

No mesmo dia à tarde percorremos alguns gabinetes na câmara para discutir com vereadores o projeto e a greve da educação infantil. Percebemos a necessidade de visitação aos gabinetes e tentaremos garantir um seminário sobre o projeto.

Precisamos manter a nossa luta e exigir o cumprimento da lei. Por isso, defendemos a continuidade da greve na Assembleia amanhã e um calendário com ações para pressionar o prefeito Lacerda a cumprir o que prometeu e o que é nosso direito.
Vamos à luta!

Sugestão de Calendário de atividades
23/3 - sexta - visita à Câmara para entregar documento ao presidente da casa com cópia para cada vereador (visitar gabinetes), comissões e bancadas, exigindo que o PL 2068/12 tenha o mesmo tratamento que o projeto da previdência (seminário, debate, comissões etc.).
24/3 - sabado - 14h - debate no curso da FaE/UEMG e FaE/UFMG sobre a história da luta das professoras/educadoras pela unificação da carreira docente - anfiteatro do IEMG
24/3 - sábado - panfletagem nos bairros e igrejas25/3 - domingo - panfletagem nos bairros, igrejas e Feira Hippie (encontrar 10h na porta da PBH)

26/3 - segunda - regionais de greve (manhã e tarde)
27/3 - terça - 14h - concentração - Manifestação "Procura-se o prefeito para cumprir a promessa de campanha - mesmo salario e carreira para todas/os os professores/as da PBH" - concentração na Praça 7
28/3 - quarta - 14h - participar do Debate na FaE/UFMG sobre remuneração docente (colocar nome da atividade)
29/3 - quinta - 14h - Ato de apoio à greve com os movimentos sociais (sindicatos, mulheres, universidades, pais/mães) pela apresentação de substitutivo
30/3 - sexta - 14h - Assembléia da categoria na Câmara Municipal



Retirado do blog: www.educacaoinfantilpbh.blogspot.com

terça-feira, 20 de março de 2012

Dia de manifestação

Olá pessoal,


 A greve da educação infantil está ganhando cada vez mais adeptos, chegando a 70% de umeis e escolas com turmas de educação infantil participantes. O nosso movimento está forte e coeso e depois de esperar vários anos, enfim temos a honra de mostrar uma categoria que sabe o que quer e luta por seus direitos.




Na paralisação de hoje tivemos muitas colegas presentes e fizemos um bonito movimento de manifestação. Fechamos a Avenida Afonso Pena e deitamos no chão. Depois seguimos em caminhada da PBH até a Praça 7 e fizemos uma grande roda fechando o cruzamento da Avenida Amazonas com Avenida Afonso Pena. Foi um momento de muita importância da nossa luta e convidamos aos pais, comunidade e demais educadores que não estavam presentes a aderirem ao nosso movimento para ganharmos ainda mais força e termos uma real valorização do professor de educação infantil.








Clique no link abaixo para ver a reportagem da Rede Globo sobre o primeiro dia de greve da educação infantil.


http://glo.bo/wZwiab 

sábado, 17 de março de 2012

Entenda a greve da educação infantil...

Reunião do comando de greve.

Olá pessoal,


Segunda-feira, dia 19 de março às 8:00 e às 14:00 horas na Umei Carlos Prates reunião com o comando de Greve da Regional Noroeste para articulação da Greve da Educação Infantil - PBH. Esperamos vocês!!!



terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Reunião....

Colegas professoras da Educação Infantil,

Lembramos que hoje às 16h faremos uma reunião aqui na UMEI CARLOS PRATES para discutirmos o projeto da PBH para o nosso cargo. Conversamos com a direção do Sindicato e teremos a participação de duas diretoras na reunião.

Reforçamos a necessidade da presença de todas/os, pois dia 01 de fevereiro teremos a oportunidade de discutir nas escolas o projeto e dia 02 de fevereiro conversaremos no sindicato com o promotor. Assim teremos uma posição para apresentar à prefeitura.

Abraços.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Reunião....

Atenção aos professores de educação infantil da Rede Municipal de Belo Horizonte. Faremos uma reunião no dia 31 de janeiro, às 16 horas na UMEI Carlos Prates para tratar de assuntos referentes à nossa carreira profissional. Compareçam!!!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Projeto muda nomenclatura do cargo de educador infantil, mas permanece discriminação

Hoje na reunião com as diretoras e vice de escolas e UMEIs, o Prefeito Márcio Lacerda anunciou que será enviado um projeto para a câmara municipal com o objetivo de mudar o nome do nosso cargo para professoras da educação infantil. Por enquanto temos notícias de quatro pontos:

1. A mudança do nome do cargo de educador infantil para professor municipal da educação infantil e uma mudança aparente, pois permanece a quebra da carreira dos professores. Nossa reivindicação é a unificação da carreira.

2. Possibilidade de acumular dois cargos: já podemos e a PBH não pode mudar isto. Mesmo a PBH tende adiado a posse de algumas pessoas ela teria de efetivar a posse ou (como aconteceu) as pessoas ganhariam na justiça o direito de assumir o cargo. A PBH jamais poderia demitir quem já tem dois BMs e impedir que outras tomem posse.

3. Aposentadoria Especial de Professor: Este ponto é muito importante, até então quem tivesse de se aposentar deveria entrar na justiça para conseguir a aposentadoria especial e se fosse o caso, qualquer processo judicial daria ganho de causa para a gente, pois temos reconhecimento na legislação e resoluções nacionais de magistério / professor. Portanto o PL regulariza a situação na esfera municipal e nos tranqüiliza.

4. Possibilidade de dobrar como professor municipal, ganhando o dobro do vencimento, este ponto realmente precisa de um PL para se efetivar e é uma das nossas reivindicações antigas.

Na reunião de diretores houve a indicação de discussão com a SMED sobre a possibilidade das educadoras serem diretoras nas escolas exclusivas de educação infantil, temática abandonada pelo SindRede/BH na última eleição. Isto não está no projeto, mas há possibilidade de incluir.

No entanto permanece a diferenciação salarial e de plano de carreira: os professores do ensino fundamental e médio continuam ganhando mais q a gente; ao concluirmos cursos superiores subimos apenas 2 níveis, enquanto os professores sobem 10; abonos diferenciados, seja de fixação ou de reunião pedagógica são diferentes; UMEIs permanecem vinculadas a escola núcleo; não poderemos ser diretoras das escolas que tenham turmas de educação infantil; ...

E preciso pensar que o Ministério Publico, na conclusão do inquérito aberto, determina a adequação TOTAL do plano de carreira, inclusive salarial. Com este projeto, a PBH pretende acalmar o animo das educadoras com uma pequena vitória (pequena mesmo) e ludibriar a decisão do MP.

Durante as ferias já iniciamos varias frentes para a discussão deste projeto. Já marcamos uma reunião com uma advogada, já conversamos com vereadores e estamos agendado uma conversa com o promotor. No dia 31 de janeiro marcamos uma reunião com as educadoras / professoras, as 16h na UMEI Carlos Prates para decidimos qual caminho tomar de forma consciente. É importante estarmos esclarecidas pois dia 01 de fevereiro é dia escolar em toda a rede e precisamos repassar e avaliar coletivamente a proposta.

Vamos ficar atentas/os à chegada do PL na Câmara.

Esperamos vocês dia 31 as 16h na UMEI Carlos Prates.



Thaís, Cris, Antonieta, Cláudia, Sirleida, Dani Rocha, Dani Gorete

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ofício do CME sobre a educação infantil

OFÍCIO CME/EXTER/260-11

Belo Horizonte, 29 de setembro de 2011


Prezadas Educadoras da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte

Foi protocolado no Conselho Municipal de Educação de Belo Horizonte - CME/BH, em Seção Plenária Ordinária, realizada no dia 30/06/2011, documento assinado por um grupo de educadores infantis, que atuam na Rede Municipal de Educação, onde solicitavam esclarecimentos acerca das questões que se seguem:

(...)
6 - O que é ser docente na educação dentro do SME/BH?
7 - O ato de cuida e educar são indissociáveis na Educação Infantil: a semelhança de funções das/os educadoras/res com as funções desempenhadas por professoras/res municipais da educação permite considerar os primeiros, de fato e de direito, como professoras/res?
8 - O CME pode autorizar uma escola de educação infantil sem que haja nela professor habilitado conforme a LDB?
9 - Quais as funções dos profissionais que atuam diretamente com as crianças na educação infantil?

Considerando a competência deste Conselho de responder à consulta, conforme disposto no inciso VIII, art 11 da Lei Municipal n 7.543, de 30 de junho de 1998 e no inciso VII, art 5 do Decreto n 9973 de 21 de julho de 1999, a Câmara Técnica de Educação Infantil discutiu as questões em 11/08 e deliberou o seguinte:
(...)
Considerando que as Unidades Municipais de Educação Infantil são espaços institucionais que atendem crianças de 0 a 5 anos de idade, submetidos ao processo de autorização e de renovação de autorização de funcionamento regulamentado por este Conselho, afirmamos que as mesmas se constituem espaços educativos.
(...)
Para esclarecer sobre as funções do docente da Educação Infantil, é importante considerarmos a definição contida na Resolução CNE/CEB n 5/2009, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, em seu art 4 que:

             As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva [...] produzindo cultura.

Na Educação Infantil, o cuidar e educar devem estar impregnados em ação pedagógica consciente, que estabelece uma visão integrada do desenvolvimento da criança com base em concepções que respeitem a diversidade, o momento e a realidade peculiares à infância.

Cuidar e educar implica reconhecer que o desenvolvimento, a construção dos saberes e a constituição do ser não ocorrem em momentos compartimentados, que o planejamento das práticas pedagógicas devem ocorrer de modo a garantir a indissociabilidade entre o cuidar e o educar. Sendo assim, o docente que lida diretamente com a criança deve estar em permanente estado de observação e vigilância para que não transforme as ações em rotinas mecanizadas, guiadas por regras.

O docente é o responsável pelo planejamento e avaliação permanente  de práticas que devem considerar a integralidade e indivisibilidade das dimensões expressivo-motora, afetiva, cognitiva, linguística, ética, estética e sociocultural das crianças. É o responsável por promover as experiências de aprendizagem, proporcionando às crianças oportunidades de ampliarem a sua compreensão do mundo e de si próprio.

Concluímos então que, o docente da Educação Infantil deve cumprir o trabalho de cuidar e educar da criança de 0 a 5 anos de idade, com intencionalidade pedagógica e planejamento das ações educativas.

Diante do exposto e com base em dispositivos legais este CME/BH reafirma que o profissional que atua diretamente com a criança de 0 a 5 anos, em instituições de Educação Infantil, no desenvolvimento da proposta pedagógica, cumprindo o trabalho de cuidar e educar é o docente, com habilitação em curso de nível superior, licenciatura de graduação plena, admitindo-se como formação mínima a oferecida em nível médio, modalidade Normal.

Colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se fizerem necessários.

Áurea Noá Lisbôa Leão
Presidente do Conselho Municipal de Educação

sábado, 10 de setembro de 2011

Reportagem sobre a educação infantil de BH

Apesar da secretária de Educação de Belo Horizonte, Macaé Evaristo e do atual prefeito da cidade, Márcio Lacerda não reconhecerem as profissionais da educação infantil como "professoras" e "professores" integrantes do quadro do magistério, com todos os direitos, vantagens e salários referentes à essa categoria, a educação infantil mostra o seu valor e a sua qualidade. Se tem aumentado cada vez mais a busca por vagas nas Umeis, isso é um sinal de que a população reconhece a excelente qualidade dos serviços prestados nas escolas infantis.

Para ler a matéria que o Jornal Estado de Minas publicou sobre o assunto, clique no link abaixo.

Classe média faz fila para conseguir vaga em escolas públicas de BH | Gerais: Estado de Minas


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Parecer da Promotoria é favorável à Unificação da Carreira da Educação Infantil

Confira:
No dia 02 de agosto, o sindicato esteve na Promotoria de Justiça Especializada na Defesa do Patrimônio Público e foi informado pelo Promotor Eduardo Nepomuceno de Sousa a decisão tomada pela Promotoria de Justiça com a aprovação dos sete promotores em relação à situação dos ocupantes do cargo de Educação Infantil.
 
“Considerando a autoridade competente para encaminhamento e solução da presente demanda ser Sua Excelência, Senhor Prefeito Municipal.
RESOLVE:
RECOMENDAR ao Município de Belo Horizonte, na pessoa de Sua Excelência, Senhor Prefeito Municipal, Márcio de Araújo Lacerda, que encaminhe projeto de lei à Câmara Municipal, no sentido de revogar os dispositivos normativos anteriores, relativos ao cargo de Educador Infantil ao de Professor, nos níveis iniciais da carreira (Educação Infantil Básica), assegurando-lhes os mesmos direitos para todos os fins, inclusive de tratamento e política salarial, remuneração, gratificações e aposentadoria. “
 
O Ministério Público estipula:
 “Aguarde-se resposta por 60 (sessenta) dias. Findo tal prazo, não havendo manifestação, serão adotadas medidas judiciais pelo Ministério Público”
 Com esta importante conquista, demonstramos que temos força e que a nossa vitória está cada vez mais perto. Portanto não podemos parar. Os próximos passos da luta devem ser discutidos, aprovados e encaminhados pela categoria na próxima reunião da Educação Infantil, no Sindicato (dia e horário a confirmar).
Fiquem atentos ao site, emails, malotes e fax. Continuamos firmes e fortes na luta.

quinta-feira, 7 de julho de 2011


Moção de repúdio ao desrespeito da Macaé - Simpro Minas

Moção de repúdio ao desrespeito da Secretaria de Educação Municipal de Belo Horizonte aos professores e professoras da educação infantil da rede municipal



O Sinpro Minas (Sindicato dos professores do estado de Minas Gerais) e os participantes do Encontro de Professores da Educação Infantil do Setor Privado de Minas Gerais repudiam a manifestação expressa da secretária municipal de educação de Belo Horizonte, Macaé Maria Evaristo, em audiência no Ministério Público de Minas Gerais, no dia 8 de junho de 2011. A secretária afirmou que “o trabalhador infantil possui atribuição de organizar tempos e espaços que privilegiam o brincar e, ainda, que o educador infantil não possui, dentre suas atribuições, o planejamento pedagógico”.

É lamentável que a secretária de educação, de uma Prefeitura Municipal, que se diz democrática e popular, possa desconsiderar a luta de décadas da sociedade e dos trabalhadores em educação pela construção de uma educação, em todos os níveis, emancipadora e socialmente justa, vista como um dever do Estado e um direito do cidadão e que privilegie a valorização dos professores e as identidades nesse nível de educação.

A posição desastrosa da secretaria reflete a postura de gestões públicas liberais e descomprometidas com o avanço da sociedade. A Secretaria Municipal de Educação considera a desqualificação e a desvalorização dos profissionais em educação do ensino infantil como uma forma de economizar nos gastos públicos através de ajustes fiscais e cortes nos investimentos nas políticas públicas.

A redução salarial e a ausência de um plano de carreira é a manifestação incontestável do entendimento da gestão atual sobre a política educacional.

Pela valorização dos professores e professoras da educação infantil da rede municipal de Belo Horizonte e pela retratação pública por parte da Secretaria Municipal de Educação.

Sinpro Minas

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A luta continua...

A secretária municipal de Educação, Macaé Evaristo, e o secretário adjunto, Afonso Celso Renan Barbosa, receberam no final da tarde desta terça-feira, dia 5, uma comissão formada por representantes dos professores da educação infantil.
No encontro, que durou cerca de uma hora, os secretários ouviram a comissão e esclareceram alguns pontos sobre a carreira dos educadores infantis. Também foi sinalizada a realização de um seminário para discutir as questões pertinentes às carreiras da Educação. A comissão foi informada de que a Secretaria Municipal de Educação (SMED) permanece aberta ao diálogo, no entanto nada de concreto ainda foi apresentado e a PBH através da Secretária de Educação mantém as afirmações realizadas em juízo que desvalorizam os profissionais e todo o trabalho realizado na educação.
Enquanto isso.... surgem sinalizações e apoio e reconhecimento do trabalho que a educação infantil têm realizado em prol da defesa da construção de uma infância digna e do reconhecimento das crianças de 0 a 5 anos como cidadãos de direitos.


Manifesto do NEPEI de apoio aos Docentes da EI

O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Infância e Educação Infantil da Faculdade de Educação da UFMG – NEPEI/UFMG, comprometido com a formação e valorização da carreira docente, expressa sua solidariedade aos colegas, PROFESSORES, que atuam nas Unidades Municipais de Educação Infantil de Belo Horizonte e reiteram o importante papel que esses profissionais vêm desempenhando na educação da nossa infância.
Neste mês de junho, fomos tristemente surpreendidos com o Termo de Audiência assinado pela senhora Secretária Municipal de Educação do município de Belo Horizonte no qual ela afirma que a carreira de Educador Infantil é distinta da carreira de professores e que ambas possuem atribuições e formações profissionais distintas. Para fundamentar seu argumento, a senhora secretária afirma, dentre outras coisas, que o Educador Infantil não possui atribuições relacionadas ao planejamento pedagógico.
Desnecessário dizer que uma das maiores conquistas da atual legislação brasileira foi conceber a educação da criança de zero a seis anos como um direito e, determinar como uma das condições para efetivação desse direito que creches e pré-escolas constituem a primeira etapa da educação básica nacional. A conquista brasileira segue um movimento internacional em que profissionais de diversas áreas atestam a importância do investimento na primeira infância. Nos Estados Unidos, por exemplo, o economista James Heckman, Prêmio Nobel em 2000, explica por que deixar de fornecer educação de qualidade nos primeiros anos de vida custa caro para as crianças e para o país. Segundo ele: “A educação na primeira infância constitui provavelmente o melhor investimento social existente e, quanto mais baixa for a idade do investimento educacional recebido, mais alto é o retorno recebido pelo indivíduo e pela sociedade.“ (Pesquisa Educação da Primeira Infância – Fundação Getúlio Vargas,2005).
Reconhecemos que o município de Belo Horizonte, no passado recente, constituiu-se como referência nacional na construção desse direito, ampliando vagas públicas, equipando suas instituições com materiais apropriados para a educação da criança pequena, investindo na capacitação dos seus professores. Ao desconhecer o princípio da isonomia e manter a distinção entre as carreiras dos docentes da educação infantil daquela dos professores que atuam nas demais etapas da educação básica, o município de Belo Horizonte perde essa condição e se coloca na contramão da história das lutas pela educação pública de qualidade para todos.
Interessante ressaltar que a própria Secretária, no documento“Proposições Curriculares: Educação infantil. Rede municipal de educação e creches conveniadas com a PBH”, conclama os DOCENTES das instituições de educação infantil do município a:
“(...) ler, analisar, criticar e apresentar os desafios constatados e sugestões para o seu aprimoramento, de modo que possamos alcançar parâmetros mínimos de qualidade em todas as instituições de Educação Infantil do Sistema Municipal de Ensino.”
E afirma que as Proposições Curriculares, diretrizes elaboradas num processo coletivo coordenado pela Secretaria Municipal de Belo Horizonte para nortear o trabalho na educação da primeira infância com vistas a alcançar um atendimento de qualidade para os bebês e as crianças pequenas, “(...) vão contribuir para a formação e a ação docentes de cada um/a dos/as professores/as e educadores/as e com os processos indissociáveis do cuidar e educar de cada criança”.
A secretária espera que para isso possa contar com “(...) o entusiasmo que tem marcado esse segmento da Educação Básica que tem mostrado a sua cara e personalidade, revelando que a Educação Infantil de qualidade tem importância em si mesma como direito da criança e como escolaridade que amplia possibilidades de aprendizado com qualidade nos ensinos fundamental e médio”.
O NEPEI/FAE/UFMG indaga à senhora Secretária e ao prefeito Márcio Lacerda se há alguma outra maneira de ler, analisar, criticar, participar da elaboração de propostas pedagógicas, praticar uma educação de qualidade sem que para isso nos tornemos especialistas no ofício de ensinar. E se há outro nome e estatuto profissional que não o de professor para executar essas tarefas com entusiasmo, dedicação, compromisso e competência profissional.
O povo de Belo Horizonte espera de nossos governantes a mesma dedicação e o mesmo compromisso que nossos professores das instituições de educação infantil deste município têm demonstrado para com a educação dos nossos bebês e das nossas crianças pequenas. Esse compromisso e essa dedicação, neste momento histórico, significam, além da manutenção da política de ampliação de vagas públicas, de investimento em materiais pedagógicos apropriados para a pequena infância e de capacitação dos profissionais, a inadiável ISONOMIA ENTRE AS CARREIRAS DOS PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE.
Belo Horizonte, 03 de julho de 2011