Dia de excursão é sempre assim, alunos ansiosos e professores mais ainda. Mas uma coisa todos querem, é que o passeio seja um sucesso!!! De acordo com Talia (6 anos), nossa viagem foi marcada por muitas aventuras...

O primeiro lugar que visitamos foi a Parque Estadual do Rola Moça no município de Nova Lima. Lá demos uma paradinha no Mirante e pudemos nos admirar com a beleza do lugar. Dá uma vontade doida de pular (... de asa delta, é claro!!!!). As crianças escutaram a história do Ernesto sentindo o vento no rosto, e ficaram encantadas por, segundo Henrique (6 anos), verem a natureza.
Eles gostaram muito das pedrinhas pequenas e arredondadas do lugar e ficaram com as mãos (e os rostos) vermelhos de brincar naquela terra tão colorida.


Retornamos ao ônibus e paramos na comunidade quilombola do Sapé, vilarejo de Brumadinho.
Lá fomos recebidos por alguns moradores locais. A sra. Matuzinha nos acompanhou na visita e até nos ensinou a cantar algumas cantigas:
“Negro, um sorriso negro... traz felicidade.
Negro, um abraço negro,
Negro é a cor da liberdade...”


Ela nos falou sobre o congado, as homenagens a São Benedito e Nossa Sra. Do Rosário, nos contou sobre as tradições e os costumes locais.
“Que santo é esse?
É São Benedito.
Que chama com a boca
Responde no peito.”

Mas as crianças gostaram demais das casinhas de sapé que estão na entrada da comunidade. Uma pequenininha, uma média e uma maior. Até nos lembrou da história da menina com os três ursinhos. No pátio em frente à igreja, eles brincaram, se divertiram e deu tempo até para a Laysla (4 anos) tocar o sino da torre... o problema é que não estava na hora da missa começar...

Demos uma parada em uma fazenda do caminho e fomos colher laranjas. Tinha uma vaca de olho na gente, mas nós passamos bem longe dela. Alguns alunos se espantaram em como a casa do porco cheirava mal... e outros logo responderam que era por isso que eles eram porcos. Voltamos com um enorme saco de laranjas para a Umei...
Chegamos na fazenda dos Martins e logo fomos recebidos pelo pequeno e negríssimo cãozinho que nos saudou com alegria e encantou toda a criançada. Lá conversamos um pouco sobre as características da fazenda e a Luziene fez até uma pequena demonstração de como os escravos eram amarrados no tronco. Mas logo a Antonieta fez questão de frisar que isso não acontece mais. Ainda bem!!! A fazenda é muito antiga e muito bonita!
A chuva que pacientemente nos esperou fazer todo o passeio não se conteve e por fim nos encontrou no caminho. Chegamos atrasados na UMEI, mas realmente a Talia (5 anos) tinha razão, foram muitas aventuras!!! E ainda guardo o cheiro das laranjas, o colorido das flores, a tranqüilidade do campo e a beleza da vida.