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sábado, 5 de maio de 2012

Professoras da educação infantil que fizeram greve legal em abril de 2012:


‎"Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo"

Encaminhamentos da Reunião do dia 05 de maio às 16:00 horas na UMEI Carlos Prates 

1) NÃO ASSINAR O TERMO DE COMPROMISSO antes da reunião de representantes na terça-feira. O termo de compromisso precisa ser cuidadosamente analisado para avaliarmos as implicações jurídicas e polícas desta assinatura. Preliminarmente avaliamos que com estas assinaturas estaremos permitindo que a PBH tenha o quadro completo e fácil de quem esteve em greve e por quanto tempo, localizando, inclusive, os locais e pessoas mais engajados na luta. Outros problemas apontados e já discutidos aqui é com relação às licenças, a decisão individual e coletiva se tem o desejo de pagar alguns ou todos os dias (afinal houve corte de ponto). A exigência de assinatura do termo nunca foi utilizada na educação e vem como mais uma imposição da SMED à educação infantil. Enfatizamos que a direção do sindicato fará uma reunião na segunda à tarde, portanto não devemos agir antes que eles se posicionem.

2) Encaminhar para o Sind Rede as seguintes propostas para análise na reunião da diretoria na segunda e apresentadas na reunião de representantes na terça:
2.1) O termo de compromisso não deve ser assinado por ninguém. A proposta da PBH enviada na Assembleia afirmava que "IV- após o término do movimento grevista a Secretaria Municipal de Educação avaliará em conjunto com os pais ... e o Sind Rede BH a reposição das aulas não ministradas durante o período de greve..." portanto não podemos assinar o termo antes de sabermos qual o calendário negociado com a comunidade escolar. Não podemos dar um cheque em branco para a PBH. Nosso compromisso de reposição será enviado na Ata da Assembleia que votar o calendário, junto com a assinatura de todos os presentes.
2.2) O compromisso de reposição (sem assinatura do termo) só será feito mediante o pagamento imediato dos dias cortados. Precisamos, também, denunciar o corte de ponto de uma greve legal na justiça e no MP.
2.3) O calendário de reposição precisa de pelo menos 20 sábados. Se não houver acordo por parte da SMED, devemos fazer o calendário conjunto fora dos padrões da portaria e entregar coletivamente na SMED.
2.4) Chamar o colegiado e assembleia escolar para votar o calendário de reposição (caso seja acordado o pagamento imediato - por OP) o mais rápido possível.

Divulguem para o maior número de pessoas possíveis, pois estamos preocupadas das pessoas assinarem este termo na segunda-feira. Precisamos ter calma neste momento para não criar problemas futuros.
Abraços.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Proposta da PBH não atende à categoria.

No dia 25/04, quarta-feira, enquanto a categoria realizava a sua assembleia, acontecia uma reunião convocada pelo Ministério Público entre o Comando de Greve, a PBH e representantes de pais/mães. Por isso, foi marcada nova assembleia para o dia 26/04, 14h, na Faculdade de Medicina.
Na reunião no MP a PBH reapresentou a mesma proposta do dia 18/04: igualar o salário do nível 1 dos educadores com o inicial do nível 1 dos professores a partir de novembro (o salário passaria de R$1.140,75 para R$1.186,85); igualar o prêmio por participação em reunião pedagógica passando de R$ 80,00 para R$ 100,00; igualar o abono fixação ANUAL de R$ 500,00 para R$800,00. E nenhuma proposta de unificação da progressão por escolaridade (pagamento por habilitação)
Diante disso, a promotora solicitou que a PBH apresentasse uma proposta em relação à unificação da carreira para a categoria antes da assembleia do dia 26/04.
O Comando de Greve passou a manhã reunido e aguardando um retorno da PBH. Diante da ausência de proposta até as 14 horas, o Comando optou por sugerir à assembléia que se chegasse qualquer documento da PBH ele deveria ser avaliado em nova assembleia no dia 27/04, para termos tempo de analisa-lo.
Durante a assembleia, a PBH enviou um documento com a sua proposta, socializado para a categoria que optou por avalia-lo em  nova assembleia a ser realizada no dia 27/04, 14 horas, no Hotel Normandy (Rua Tamoios, 212).
O documento contem as seguintes propostas:
1) criar uma comissão para discutir uma proposta de unificação de carreira com o prazo de conclusão de seus trabalhos no final de 2012.
3) enviar um substituto para o Projeto 2068/12 acrescentando as propostas apresentadas no dia 18/04: igualar o salário do nível 1 dos educadores com o inicial do nível 1 dos professores a partir de novembro, o que significa a correção de todos os valores até o nível 15; igualar o prêmio por participação em reunião pedagógica; igualar o abono anual de fixação.
4) realizar uma reunião com pais/mães/responsáveis, SMED e SindREDE para discutir a reposição dos dias de greve.
Avaliamos que a PBH quer jogar para 2013 o debate da unificação da carreira, e ao mesmo tempo, consolidar o seu projeto em curso na Câmara. Ou seja, ela mantém a proposta inicial de carreiras distintas. Destacamos que em 2013 teremos nova legislatura e novo prefeito.
Se de fato, a PBH quer debater a unificação da carreira docente ela pode muito bem acatar nosso substitutivo, inclusive retirando o seu projeto inicial para que a votação seja mais rápida.
Avaliamos que devemos continuar pressionando a Câmara para votar nosso substitutivo, o que significa mantermos nossa greve até a votação do substitutivo (segunda semana de maio). Isto exige ações radicais, tais como acampar/ocupar a Camara e cobrar que o apoio em forma de assinatura concretize-se em votações no plenário.

A luta continua!!!
Participe da assembleia27/04, 14 horas, no Hotel Normandy (Rua Tamoios, 212).

Atividades que acontecerão na cidade de 27/04 a 03/05
Encontro dos Movimentos Sociais - 27a 30 de abril - Assembleia Legislativa
Praia do Trabalhador - 01 de maio - 10h - Praça da Estação 
Conferência Municipal de Educação - 02 e 03 de maio - SESC Venda Nova



Retirado do Blog Rede Travessia



quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Greve continua....

Olá pessoal,


Após questionamentos nesse mesmo blog e na rua, infelizmente tenho que dizer que a UMEI Carlos Prates voltou a funcionar parcialmente. Algumas (poucas) professores voltaram às suas atividades. A grande maioria das professoras continua em greve por acreditar que essa é a única forma de pressionar o prefeito Márcio Lacerda para que sua promessa de campanha (referente aos profissionais da educação infantil) seja cumprida. A categoria sempre se manteve disponível ao diálogo, mas o prefeito não quis realmente fazer cumprir algo que já ganhamos em várias instâncias e é totalmente legal e passível de ser contemplado. Até quando vamos eleger políticos que não cumprem o que prometem em época de campanha eleitoral?!?


Convidamos toda a comunidade escolar para participar da Assembléia de hoje para saber como está o nosso movimento....



terça-feira, 17 de abril de 2012

Reunião de Negociação

Olá pessoal,


Até que enfim a SMED chamou a Comissão de Negociação do Comando de Greve para uma reunião amanhã de manhã. Agora vamos aguardar para ver como a PBH vai se pronunciar.


Discutiremos a proposta na Assembléia das 14:00 horas na Câmara dos Vereadores de BH. Compareçam!!!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Continuidade da greve - com 80% de paralisação.

ASSEMBLÉIA VOTA PELA CONTINUIDADE DA GREVE COM MAIS DE 80% DE PARALISAÇÃO 

        
                                   
Publicado no Jornal Hoje em dia - 28/03/2012



sábado, 17 de março de 2012

Entenda a greve da educação infantil...

Reunião do comando de greve.

Olá pessoal,


Segunda-feira, dia 19 de março às 8:00 e às 14:00 horas na Umei Carlos Prates reunião com o comando de Greve da Regional Noroeste para articulação da Greve da Educação Infantil - PBH. Esperamos vocês!!!



quarta-feira, 14 de março de 2012

Greve


Em audiência pública realizada nesta quarta-feira (14/3), requerida pelos vereadores Arnaldo Godoy (PT) e Iran Barbosa (PMDB) às comissões de Administração Pública e de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto, Lazer e Turismo, educadores infantis reinvidicaram isonomia na carreira em relação aos professores do ensino básico no município. 
“Estamos reivindicando isonomia na carreira do educador infantil em relação ao professor, no nível inicial da carreira. Queremos mudanças na política salarial, gratificações e aposentadoria”, declarou a professora da Educação Infantil, Cirleida Aparecida da Silva.
Segundo a professora, o projeto amplia para duas as atribuições do profissional, mas, na prática, isso já ocorre. “Dobramos a carga horária e, no entanto, recebemos salário fixo”, relatou.
Para a diretora do SINDREDE, Tatiana Veloso Ferraz, a PBH foi a única a questionar o trabalho e planejamento escolar dos educadores infantis. “O projeto veio para resolver um problema interno da Prefeitura. Temos direito a aposentadoria após 25 anos de trabalho e à dobra; ou seja, não queremos somente extensão de jornada e sim a mesma progressão dos professores”, completou.A secretária municipal de Educação, Macaé Maria Evaristo, constatou, na audiência, que existem problemas em relação à criação do cargo de Educador Infantil.
Após a audiência pública, houve uma Assembléia da categoria que optou por entrar em Greve.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Reunião....

Colegas professoras da Educação Infantil,

Lembramos que hoje às 16h faremos uma reunião aqui na UMEI CARLOS PRATES para discutirmos o projeto da PBH para o nosso cargo. Conversamos com a direção do Sindicato e teremos a participação de duas diretoras na reunião.

Reforçamos a necessidade da presença de todas/os, pois dia 01 de fevereiro teremos a oportunidade de discutir nas escolas o projeto e dia 02 de fevereiro conversaremos no sindicato com o promotor. Assim teremos uma posição para apresentar à prefeitura.

Abraços.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Reunião....

Atenção aos professores de educação infantil da Rede Municipal de Belo Horizonte. Faremos uma reunião no dia 31 de janeiro, às 16 horas na UMEI Carlos Prates para tratar de assuntos referentes à nossa carreira profissional. Compareçam!!!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Ofício do CME sobre a educação infantil

OFÍCIO CME/EXTER/260-11

Belo Horizonte, 29 de setembro de 2011


Prezadas Educadoras da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte

Foi protocolado no Conselho Municipal de Educação de Belo Horizonte - CME/BH, em Seção Plenária Ordinária, realizada no dia 30/06/2011, documento assinado por um grupo de educadores infantis, que atuam na Rede Municipal de Educação, onde solicitavam esclarecimentos acerca das questões que se seguem:

(...)
6 - O que é ser docente na educação dentro do SME/BH?
7 - O ato de cuida e educar são indissociáveis na Educação Infantil: a semelhança de funções das/os educadoras/res com as funções desempenhadas por professoras/res municipais da educação permite considerar os primeiros, de fato e de direito, como professoras/res?
8 - O CME pode autorizar uma escola de educação infantil sem que haja nela professor habilitado conforme a LDB?
9 - Quais as funções dos profissionais que atuam diretamente com as crianças na educação infantil?

Considerando a competência deste Conselho de responder à consulta, conforme disposto no inciso VIII, art 11 da Lei Municipal n 7.543, de 30 de junho de 1998 e no inciso VII, art 5 do Decreto n 9973 de 21 de julho de 1999, a Câmara Técnica de Educação Infantil discutiu as questões em 11/08 e deliberou o seguinte:
(...)
Considerando que as Unidades Municipais de Educação Infantil são espaços institucionais que atendem crianças de 0 a 5 anos de idade, submetidos ao processo de autorização e de renovação de autorização de funcionamento regulamentado por este Conselho, afirmamos que as mesmas se constituem espaços educativos.
(...)
Para esclarecer sobre as funções do docente da Educação Infantil, é importante considerarmos a definição contida na Resolução CNE/CEB n 5/2009, que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, em seu art 4 que:

             As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva [...] produzindo cultura.

Na Educação Infantil, o cuidar e educar devem estar impregnados em ação pedagógica consciente, que estabelece uma visão integrada do desenvolvimento da criança com base em concepções que respeitem a diversidade, o momento e a realidade peculiares à infância.

Cuidar e educar implica reconhecer que o desenvolvimento, a construção dos saberes e a constituição do ser não ocorrem em momentos compartimentados, que o planejamento das práticas pedagógicas devem ocorrer de modo a garantir a indissociabilidade entre o cuidar e o educar. Sendo assim, o docente que lida diretamente com a criança deve estar em permanente estado de observação e vigilância para que não transforme as ações em rotinas mecanizadas, guiadas por regras.

O docente é o responsável pelo planejamento e avaliação permanente  de práticas que devem considerar a integralidade e indivisibilidade das dimensões expressivo-motora, afetiva, cognitiva, linguística, ética, estética e sociocultural das crianças. É o responsável por promover as experiências de aprendizagem, proporcionando às crianças oportunidades de ampliarem a sua compreensão do mundo e de si próprio.

Concluímos então que, o docente da Educação Infantil deve cumprir o trabalho de cuidar e educar da criança de 0 a 5 anos de idade, com intencionalidade pedagógica e planejamento das ações educativas.

Diante do exposto e com base em dispositivos legais este CME/BH reafirma que o profissional que atua diretamente com a criança de 0 a 5 anos, em instituições de Educação Infantil, no desenvolvimento da proposta pedagógica, cumprindo o trabalho de cuidar e educar é o docente, com habilitação em curso de nível superior, licenciatura de graduação plena, admitindo-se como formação mínima a oferecida em nível médio, modalidade Normal.

Colocamo-nos à disposição para quaisquer outros esclarecimentos que se fizerem necessários.

Áurea Noá Lisbôa Leão
Presidente do Conselho Municipal de Educação

quinta-feira, 7 de julho de 2011


Moção de repúdio ao desrespeito da Macaé - Simpro Minas

Moção de repúdio ao desrespeito da Secretaria de Educação Municipal de Belo Horizonte aos professores e professoras da educação infantil da rede municipal



O Sinpro Minas (Sindicato dos professores do estado de Minas Gerais) e os participantes do Encontro de Professores da Educação Infantil do Setor Privado de Minas Gerais repudiam a manifestação expressa da secretária municipal de educação de Belo Horizonte, Macaé Maria Evaristo, em audiência no Ministério Público de Minas Gerais, no dia 8 de junho de 2011. A secretária afirmou que “o trabalhador infantil possui atribuição de organizar tempos e espaços que privilegiam o brincar e, ainda, que o educador infantil não possui, dentre suas atribuições, o planejamento pedagógico”.

É lamentável que a secretária de educação, de uma Prefeitura Municipal, que se diz democrática e popular, possa desconsiderar a luta de décadas da sociedade e dos trabalhadores em educação pela construção de uma educação, em todos os níveis, emancipadora e socialmente justa, vista como um dever do Estado e um direito do cidadão e que privilegie a valorização dos professores e as identidades nesse nível de educação.

A posição desastrosa da secretaria reflete a postura de gestões públicas liberais e descomprometidas com o avanço da sociedade. A Secretaria Municipal de Educação considera a desqualificação e a desvalorização dos profissionais em educação do ensino infantil como uma forma de economizar nos gastos públicos através de ajustes fiscais e cortes nos investimentos nas políticas públicas.

A redução salarial e a ausência de um plano de carreira é a manifestação incontestável do entendimento da gestão atual sobre a política educacional.

Pela valorização dos professores e professoras da educação infantil da rede municipal de Belo Horizonte e pela retratação pública por parte da Secretaria Municipal de Educação.

Sinpro Minas

quarta-feira, 6 de julho de 2011

A luta continua...

A secretária municipal de Educação, Macaé Evaristo, e o secretário adjunto, Afonso Celso Renan Barbosa, receberam no final da tarde desta terça-feira, dia 5, uma comissão formada por representantes dos professores da educação infantil.
No encontro, que durou cerca de uma hora, os secretários ouviram a comissão e esclareceram alguns pontos sobre a carreira dos educadores infantis. Também foi sinalizada a realização de um seminário para discutir as questões pertinentes às carreiras da Educação. A comissão foi informada de que a Secretaria Municipal de Educação (SMED) permanece aberta ao diálogo, no entanto nada de concreto ainda foi apresentado e a PBH através da Secretária de Educação mantém as afirmações realizadas em juízo que desvalorizam os profissionais e todo o trabalho realizado na educação.
Enquanto isso.... surgem sinalizações e apoio e reconhecimento do trabalho que a educação infantil têm realizado em prol da defesa da construção de uma infância digna e do reconhecimento das crianças de 0 a 5 anos como cidadãos de direitos.


Manifesto do NEPEI de apoio aos Docentes da EI

O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Infância e Educação Infantil da Faculdade de Educação da UFMG – NEPEI/UFMG, comprometido com a formação e valorização da carreira docente, expressa sua solidariedade aos colegas, PROFESSORES, que atuam nas Unidades Municipais de Educação Infantil de Belo Horizonte e reiteram o importante papel que esses profissionais vêm desempenhando na educação da nossa infância.
Neste mês de junho, fomos tristemente surpreendidos com o Termo de Audiência assinado pela senhora Secretária Municipal de Educação do município de Belo Horizonte no qual ela afirma que a carreira de Educador Infantil é distinta da carreira de professores e que ambas possuem atribuições e formações profissionais distintas. Para fundamentar seu argumento, a senhora secretária afirma, dentre outras coisas, que o Educador Infantil não possui atribuições relacionadas ao planejamento pedagógico.
Desnecessário dizer que uma das maiores conquistas da atual legislação brasileira foi conceber a educação da criança de zero a seis anos como um direito e, determinar como uma das condições para efetivação desse direito que creches e pré-escolas constituem a primeira etapa da educação básica nacional. A conquista brasileira segue um movimento internacional em que profissionais de diversas áreas atestam a importância do investimento na primeira infância. Nos Estados Unidos, por exemplo, o economista James Heckman, Prêmio Nobel em 2000, explica por que deixar de fornecer educação de qualidade nos primeiros anos de vida custa caro para as crianças e para o país. Segundo ele: “A educação na primeira infância constitui provavelmente o melhor investimento social existente e, quanto mais baixa for a idade do investimento educacional recebido, mais alto é o retorno recebido pelo indivíduo e pela sociedade.“ (Pesquisa Educação da Primeira Infância – Fundação Getúlio Vargas,2005).
Reconhecemos que o município de Belo Horizonte, no passado recente, constituiu-se como referência nacional na construção desse direito, ampliando vagas públicas, equipando suas instituições com materiais apropriados para a educação da criança pequena, investindo na capacitação dos seus professores. Ao desconhecer o princípio da isonomia e manter a distinção entre as carreiras dos docentes da educação infantil daquela dos professores que atuam nas demais etapas da educação básica, o município de Belo Horizonte perde essa condição e se coloca na contramão da história das lutas pela educação pública de qualidade para todos.
Interessante ressaltar que a própria Secretária, no documentoProposições Curriculares: Educação infantil. Rede municipal de educação e creches conveniadas com a PBH”, conclama os DOCENTES das instituições de educação infantil do município a:
“(...) ler, analisar, criticar e apresentar os desafios constatados e sugestões para o seu aprimoramento, de modo que possamos alcançar parâmetros mínimos de qualidade em todas as instituições de Educação Infantil do Sistema Municipal de Ensino.”
E afirma que as Proposições Curriculares, diretrizes elaboradas num processo coletivo coordenado pela Secretaria Municipal de Belo Horizonte para nortear o trabalho na educação da primeira infância com vistas a alcançar um atendimento de qualidade para os bebês e as crianças pequenas, “(...) vão contribuir para a formação e a ação docentes de cada um/a dos/as professores/as e educadores/as e com os processos indissociáveis do cuidar e educar de cada criança”.
A secretária espera que para isso possa contar com “(...) o entusiasmo que tem marcado esse segmento da Educação Básica que tem mostrado a sua cara e personalidade, revelando que a Educação Infantil de qualidade tem importância em si mesma como direito da criança e como escolaridade que amplia possibilidades de aprendizado com qualidade nos ensinos fundamental e médio”.
O NEPEI/FAE/UFMG indaga à senhora Secretária e ao prefeito Márcio Lacerda se há alguma outra maneira de ler, analisar, criticar, participar da elaboração de propostas pedagógicas, praticar uma educação de qualidade sem que para isso nos tornemos especialistas no ofício de ensinar. E se há outro nome e estatuto profissional que não o de professor para executar essas tarefas com entusiasmo, dedicação, compromisso e competência profissional.
O povo de Belo Horizonte espera de nossos governantes a mesma dedicação e o mesmo compromisso que nossos professores das instituições de educação infantil deste município têm demonstrado para com a educação dos nossos bebês e das nossas crianças pequenas. Esse compromisso e essa dedicação, neste momento histórico, significam, além da manutenção da política de ampliação de vagas públicas, de investimento em materiais pedagógicos apropriados para a pequena infância e de capacitação dos profissionais, a inadiável ISONOMIA ENTRE AS CARREIRAS DOS PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE BELO HORIZONTE.
Belo Horizonte, 03 de julho de 2011

terça-feira, 28 de junho de 2011

Para a Secretária de Educação

Olá pessoal,
Mais um momento na luta por uma educação infantil de qualidade, salários dignos, reconhecimento e respeito aos professores desse segmento.

Senhora Secretária Municipal de Educação,
Ao ler, há mais ou menos 1 semana sua resposta ao Ministério Público com relação a nós, Educadores Infantis, fiquei impressionada e profundamente triste. A falta de respeito e as inverdades sobre nossas funções/atribuições presentes no texto são quase que inacreditáveis. Foram muitas as colegas que se sentiram demasiadamente ultrajadas, além de mim, obviamente. Sua resposta foi e continua sendo assunto em nossos encontros na escola. Com certa amargura, pesar e desânimo percebemos, novamente, o quanto somos desvalorizad@s, desprestigiad@s. E não deveria ser assim, já que exercemos importantíssima função docente. Subestimar nossa atuação é também subestimar a primeira infância, o que é incontestavelmente absurdo. A situação da Educação pública desta cidade não tem maltratado apenas educadores. Apesar de ultra dito, continuo achando fundamental afirmar que, ao desvalorizar o docente, o(s) sistema(s) desvaloriza(m) também o discente. É o conhecido efeito dominó, metáfora muito familiar e ainda bastante apropriada. Dessa forma, é preciso assumir, sobretudo nas grandes mídias, que a realidade de nosso contexto escolar não é tão bonita e tampouco promissora. Temo pelas práticas de ótima qualidade (ainda presentes, apesar de tudo) de várias realidades de nossa Educação Infantil, pois acredito que, com a atual conjuntura, sofrem rigorosa ameaça[1].
Recordo-me agora de um trecho de sua resposta com relação ao brincar e reescrevo-o a seguir: “que o Educador Infantil possui atribuição de organizar tempos e espaços que privilegiam (grifo meu) o brincar”[2]. Esta consideração merece sérias ressalvas. A primeira delas é com relação ao “privilegiar”. Se há privilégio, há desequilíbrio. Sou da opinião, assim como muitas de minhas colegas e pesquisadores (as recentes Proposições Curriculares de Belo Horizonte para a Educação Infantil também apontam para isso), que é altamente benéfico e recomendável que a criança pequena tenha acesso, com equilibrada proporcionalidade, a várias áreas do conhecimento. Trocando em miúdos, as crianças não estão nas UMEIs apenas ou quase sempre brincando. Apesar de percebermos a complexidade e a grande importância do brincar para as crianças, não organizamos tempos e espaços tão somente para tal evento. Inúmeros projetos realizados em diversas UMEIs comprovam isso. Recentemente, testemunhei a construção e efetivação de pesquisas de Educadores Infantis que obtiveram, através destes trabalhos, o título de Especialistas.[3] Eu, inclusive, participei do curso e obtive também o título. A senhora sabe que a participação dos Educadores foi possível graças ao investimento da própria prefeitura. Quero chamar a atenção para a diversidade das produções: várias áreas do conhecimento foram contempladas, o que mostra que nas UMEIs as práticas estão para além do brincar.
Outra frase pronunciada pela Senhora que nos atingiu visceralmente e causou grande comoção: “Que o Educador Infantil não possui, dentre suas atribuições, o planejamento pedagógico”.[4] Como não? Podemos reunir várias provas que revelam o contrário. Os diários, projetos, cadernos e tantos outros registros comprovam nosso periódico planejamento. Até a organização de tempos e espaços para o brincar, que foi apresentado pela Senhora como uma de nossas atribuições, requer planejamento pedagógico. Portanto, dizer que planejar não é nossa função é descaracterizar profundamente as realidades vigentes da Educação Pública de crianças menores de 6 anos de Belo Horizonte. Fico desconcertada ao ter que explicitar tudo isso para a Secretária de Educação deste grande município. Estar em tal situação/cargo pressupõe conhecer, de fato, as atribuições daqueles que lidam com os contextos escolares municipais.
Tenha a certeza, Senhora Secretária, que continuaremos pleiteando a equiparação/isonomia da carreira de Educador Infantil. Tenha a certeza também de que continuaremos fazendo, a cada dia, um trabalho de qualidade crescente que, se ainda não foi devidamente reconhecido, a curto ou médio prazo será. Com isso, consigo ver os caminhos para a valorização dos docentes da Educação Infantil desobstruídos, mesmo não tendo, em muitos momentos, motivos razoáveis para nisso acreditar. Se estamos nos movimentando para tal desobstrução, é porque confiamos, sem ingenuidade, em nossa força e importância. Suas equivocadas respostas foram, em certa medida, importantes agentes de ânimo para a resistência. Estamos iniciando novos movimentos de enfrentamento e, tudo isso, para que façamos da Educação Infantil desta cidade um legítimo espaço de respeito. Um sonho? Talvez. Mas é pelo sonho que nos movemos e por esse viés é que enfrentamos uma realidade aparentemente impossível de ser modificada.
Cristina Borges de Aguiar – Educadora Infantil da UMEI Ouro Minas e mãe de Pedro e Mariana, estudantes de Escolas Públicas do município de Belo Horizonte. 25 de junho de 2011


[1] “...enquanto as políticas de formação se mantiverem desarticuladas de um avanço profissional evidente, sua efetividade se manterá bastante reduzida.” KRAMER, Sônia. CURRÍCULO DE EDUCAÇÃO INFANTIL E A FORMAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE CRECHE E PRÉ-ESCOLA: QUESTÕES TEÓRICAS E POLÊMICAS. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me002343.pdf#page=30. Acesso em: 25/06/2011
[2] Frase extraída do Inquérito Civil 0024.10.002.972-7
[3] Especialistas em Educação Infantil pelo LASEB – FAE – UFMG. Ano de conclusão: 2010
[4] Frase extraída do Inquérito Civil 0024.10.002.972-7

Retirado do blog: www.tinaborges.blogspot.com 

Vídeo sobre a educação infantil em BH



Esse vídeo produzido e divulgado pela própria PBH contradiz muitas falas da Secretária da Educação Macaé Evaristo sobre as funções do professor da educação infantil que declarou que não exerce função docente, pois não tem como atribuição o planejamento pedagógico.

domingo, 26 de junho de 2011

Apoio à luta dos professores da educação infantil de BH

É importante que os educadores da educação infantil de Belo Horizonte tenham apoio como esse.


NOTA EDUCAÇÃO
20/06/2011


Fiquei perplexo com as declarações da Secretária de Educação de BH, Macaé Evaristo, no Inquérito Civil da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público, que disse que o EDUCADOR INFANTIL não possui, dentre suas atribuições, o planejamento pedagógico. Percebemos que a Secretária desconhece a realidade da importância da educação infantil em nossa cidade. Os educadores infantis desempenham brilhante trabalho, pautado na construção coletiva de um planejamento pedagógico consistente e coerente com a proposta pedagógica de nossas escolas.

Os educadores infantis trabalham com planejamento, usam diários, fazem chamadas, relatórios semestrais individuais, onde também são registrados todos os planejamentos e projetos desenvolvidos no decorrer do ano. Assim sendo, não percebemos diferença nas atribuições do Educador Infantil e do Professor.

Ronaldo Gontijo
Professor
Vereador – PPS
1º Secretário da Câmara Municipal


retirado do site: www.educacaoinfantilpbh.blogspot.com

Reunião dos professores da educação infantil

Olá pessoal,
Os professores da educação infantil continuam na luta para legitimar o seu trabalho e conseguir melhores condições de trabalho, salário digno e respeito diante do desempenho de suas funções.


Relato da Ata do dia 21 de Junho de 2011 - Reunião de Profissionais da Educação Infantil de BH


                        A reunião é iniciada com a fala da Professora Isabel Oliveira, a professora é atuante na formação e estudos das educadoras na FAE- UFMG. Ela traz informações pertinentes à formação dos profissionais da educação, no ato de sua formação e da atuação em campo, a professora discorre sobre a história que perfaz a consolidação da Educação Infantil, saindo do assistencialismo e chegando a classe da Educação.
                      Fica explicitado na fala  que a atuação do profissional da educação infantil é de cunho pedagógico, uma vez que esta prática tem que ser baseada nas Diretrizes Curriculares Nacionais, sendo que a própria rede municipal fornece cursos de aperfeiçoamento pedagógico ao profissional citado.
Uma das Educadoras que iniciou o processo de denúncia, Daniella Gorethe, diz que o promotor, abraçou a causa com vontade.Dado o início da Denúncia, foram levantadas as seguintes questões:
Situação da dobra
Acúmulo de cargos
Desempenho da função, entre outros...
                     Iniciada a denúncia, os questionamentos foram feitos à prefeitura, e a cada resposta, nova postura era tomada e retornavasse a questão à prefeitura.
Após a explicação do andamento da denúncia, a Professora Neide, explica como os procedimentos judiciários funcionam na prática, e esclarece que processo é diferente de denúncia, e que o que as educadoras fizeram foi uma denúncia, somente depois de alguns esclarecimentos feitos pelas parte envolvidas é que a mesma pode desencadear em processo que pode perdurar por muito tempo. a representante do sindicato colocou que a meta de luta so sindicato dos professores é a unificação das carreiras, mas não apenas isso a educação necessita de outras buscas, inclusive mais verba para a educação (PIB e outras).
A Professora representante do Sindrede solicita a todas educadoras presentes cuidado e que não procedam nenhuma atitude isolada que possa denegrir a imagem da educação infantil.
                               Consolação professora da rede Municipal de Educação  assume a fala e esclarece e traz a tona a tragetória de luta do professor municipal até o momento atual.
Desmente e esclarece que o educador infantil faz parte sim do quadro do Magistério, pois a LDB coloca que para trabalhar com crianças de 0 a 5 anos, a formação exigida é a do magistério. A partir daí a professora esclarece as demais leis que envolvem a carreira, sugerindo inclusive a criação de um curso sobre o plano de carreira.
                               Foi informado, durante a reunião que haverá uma Audiência Pública que será marcada tão logo o resultado da presente reunião seja enviada ao Deputado Federal Fred Costa, que apoia o movimento.
                              A educadora Vânia faz uma análise, do ponto de vista do direito,  do edital de convocação para posse do cargo de Educador Infantil, no que se refere as funções explicitadas no mesmo.

Aberta a fala, para os inscritos (educadores infantil, diretores do sindicato) sugestões:

Atividades de Protesto  no Seminário da Educação Infantil, que será realizado pela SMED em setembro, na PUC
Projetos pedagógicos elaborados pela educação infantil  para ser exposta no seminário
Realizar um curso de formação sobre Plano de Carreira da Educação e Estatuto do Servidor em parceria com a FaE/UEMG.
Publicar novos exemplares da cartilha, distribuida pela antiga diretoria do sindicato que tem como nome: “Perguntas e respostas sobre a educação infantil”,

Encaminhamentos que foram dados:
Foi tirada uma comissão que formatará a carta resposta que será enviada à Secretária de Educação e para conhecimento das familias.
Ficou acordado que outros encaminhamentos serão tirados na Reunião da Educação Infantil, no dia 29 de Junho, na sede do sindicato, local onde se garante a representatividade de toda educação infantil da PBH.

retirado de www.katiacsalb.blogspot.com