Professoras da educação infantil que fizeram greve legal em abril de 2012:
"Ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo"
Encaminhamentos da Reunião do dia 05 de maio às 16:00 horas na UMEI Carlos Prates
1) NÃO ASSINAR O TERMO DE COMPROMISSO antes da reunião de representantes na terça-feira. O termo de compromisso precisa ser cuidadosamente analisado para avaliarmos as implicações jurídicas e polícas desta assinatura. Preliminarmente avaliamos que com estas assinaturas estaremos permitindo que a PBH tenha o quadro completo e fácil de quem esteve em greve e por quanto tempo, localizando, inclusive, os locais e pessoas mais engajados na luta. Outros problemas apontados e já discutidos aqui é com relação às licenças, a decisão individual e coletiva se tem o desejo de pagar alguns ou todos os dias (afinal houve corte de ponto). A exigência de assinatura do termo nunca foi utilizada na educação e vem como mais uma imposição da SMED à educação infantil. Enfatizamos que a direção do sindicato fará uma reunião na segunda à tarde, portanto não devemos agir antes que eles se posicionem.
2) Encaminhar para o Sind Rede as seguintes propostas para análise na reunião da diretoria na segunda e apresentadas na reunião de representantes na terça:
2.1) O termo de compromisso não deve ser assinado por ninguém. A proposta da PBH enviada na Assembleia afirmava que "IV- após o término do movimento grevista a Secretaria Municipal de Educação avaliará em conjunto com os pais ... e o Sind Rede BH a reposição das aulas não ministradas durante o período de greve..." portanto não podemos assinar o termo antes de sabermos qual o calendário negociado com a comunidade escolar. Não podemos dar um cheque em branco para a PBH. Nosso compromisso de reposição será enviado na Ata da Assembleia que votar o calendário, junto com a assinatura de todos os presentes.
2.2) O compromisso de reposição (sem assinatura do termo) só será feito mediante o pagamento imediato dos dias cortados. Precisamos, também, denunciar o corte de ponto de uma greve legal na justiça e no MP.
2.3) O calendário de reposição precisa de pelo menos 20 sábados. Se não houver acordo por parte da SMED, devemos fazer o calendário conjunto fora dos padrões da portaria e entregar coletivamente na SMED.
2.4) Chamar o colegiado e assembleia escolar para votar o calendário de reposição (caso seja acordado o pagamento imediato - por OP) o mais rápido possível.
Divulguem para o maior número de pessoas possíveis, pois estamos preocupadas das pessoas assinarem este termo na segunda-feira. Precisamos ter calma neste momento para não criar problemas futuros.
Abraços.
Reflexões e comentários filosóficos - cômicos e pedagógicos sobre o cotidiano da Umei Carlos Prates Danielle Mitterrand
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sábado, 5 de maio de 2012
sexta-feira, 27 de abril de 2012
A greve terminou...
Olá pessoal,
A Assembléia na tarde de hoje votou em maioria para colocarmos um fim à greve da educação infantil que durou aproximadamente 45 dias. A prefeitura demorou a negociar e a paralisação das umeis e escolas com turmas de educação infantil se arrastou por muitos dias gerando grandes prejuízos às crianças, às professores e à própria imagem do prefeito. Imagem essa que após esse descaso com a educação, ficou abalada e deixou claro que ele não está atento às demandas da sociedade que governa. Entre ameaças e atitudes de repressão aos professores grevistas, a PBH mostrou que não está disposta à encarar um diálogo amplo sobre os direitos dos cidadãos da primeira infância. E mais, que não é verdadeiramente representante do povo, e nem cumpre leis que se referem aos direitos dos professores da educação básica.
Não conseguimos a tão almejada isonomia de carreira com os demais professores da educação básica, mas na Câmara temos um substitutivo que está para ser votado logo após o projeto do prefeito que nós acena com reais chances de conseguir o que a categoria tanto luta já há oito anos.
Gostaríamos de agradecer ao apoio recebido da comunidade escolar durante todo o tempo que estivemos em greve!!!
Ensinar exige acreditar que a mudança é possível. É o saber da História como possibilidade e não como determinação. "O mundo não é. O mundo está sendo."
Paulo Freire in Pedagogia da autonomia
A Assembléia na tarde de hoje votou em maioria para colocarmos um fim à greve da educação infantil que durou aproximadamente 45 dias. A prefeitura demorou a negociar e a paralisação das umeis e escolas com turmas de educação infantil se arrastou por muitos dias gerando grandes prejuízos às crianças, às professores e à própria imagem do prefeito. Imagem essa que após esse descaso com a educação, ficou abalada e deixou claro que ele não está atento às demandas da sociedade que governa. Entre ameaças e atitudes de repressão aos professores grevistas, a PBH mostrou que não está disposta à encarar um diálogo amplo sobre os direitos dos cidadãos da primeira infância. E mais, que não é verdadeiramente representante do povo, e nem cumpre leis que se referem aos direitos dos professores da educação básica.Não conseguimos a tão almejada isonomia de carreira com os demais professores da educação básica, mas na Câmara temos um substitutivo que está para ser votado logo após o projeto do prefeito que nós acena com reais chances de conseguir o que a categoria tanto luta já há oito anos.
Gostaríamos de agradecer ao apoio recebido da comunidade escolar durante todo o tempo que estivemos em greve!!!
Ensinar exige acreditar que a mudança é possível. É o saber da História como possibilidade e não como determinação. "O mundo não é. O mundo está sendo."
Paulo Freire in Pedagogia da autonomia
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Proposta da PBH não atende à categoria.
No dia 25/04, quarta-feira, enquanto a categoria realizava a sua assembleia, acontecia uma reunião convocada pelo Ministério Público entre o Comando de Greve, a PBH e representantes de pais/mães. Por isso, foi marcada nova assembleia para o dia 26/04, 14h, na Faculdade de Medicina.
Na reunião no MP a PBH reapresentou a mesma proposta do dia 18/04: igualar o salário do nível 1 dos educadores com o inicial do nível 1 dos professores a partir de novembro (o salário passaria de R$1.140,75 para R$1.186,85); igualar o prêmio por participação em reunião pedagógica passando de R$ 80,00 para R$ 100,00; igualar o abono fixação ANUAL de R$ 500,00 para R$800,00. E nenhuma proposta de unificação da progressão por escolaridade (pagamento por habilitação)
Diante disso, a promotora solicitou que a PBH apresentasse uma proposta em relação à unificação da carreira para a categoria antes da assembleia do dia 26/04.
O Comando de Greve passou a manhã reunido e aguardando um retorno da PBH. Diante da ausência de proposta até as 14 horas, o Comando optou por sugerir à assembléia que se chegasse qualquer documento da PBH ele deveria ser avaliado em nova assembleia no dia 27/04, para termos tempo de analisa-lo.
Durante a assembleia, a PBH enviou um documento com a sua proposta, socializado para a categoria que optou por avalia-lo em nova assembleia a ser realizada no dia 27/04, 14 horas, no Hotel Normandy (Rua Tamoios, 212).
O documento contem as seguintes propostas:
1) criar uma comissão para discutir uma proposta de unificação de carreira com o prazo de conclusão de seus trabalhos no final de 2012.
3) enviar um substituto para o Projeto 2068/12 acrescentando as propostas apresentadas no dia 18/04: igualar o salário do nível 1 dos educadores com o inicial do nível 1 dos professores a partir de novembro, o que significa a correção de todos os valores até o nível 15; igualar o prêmio por participação em reunião pedagógica; igualar o abono anual de fixação.
4) realizar uma reunião com pais/mães/responsáveis, SMED e SindREDE para discutir a reposição dos dias de greve.
Avaliamos que a PBH quer jogar para 2013 o debate da unificação da carreira, e ao mesmo tempo, consolidar o seu projeto em curso na Câmara. Ou seja, ela mantém a proposta inicial de carreiras distintas. Destacamos que em 2013 teremos nova legislatura e novo prefeito.
Se de fato, a PBH quer debater a unificação da carreira docente ela pode muito bem acatar nosso substitutivo, inclusive retirando o seu projeto inicial para que a votação seja mais rápida.
Avaliamos que devemos continuar pressionando a Câmara para votar nosso substitutivo, o que significa mantermos nossa greve até a votação do substitutivo (segunda semana de maio). Isto exige ações radicais, tais como acampar/ocupar a Camara e cobrar que o apoio em forma de assinatura concretize-se em votações no plenário.
A luta continua!!!
Participe da assembleia: 27/04, 14 horas, no Hotel Normandy (Rua Tamoios, 212).
Atividades que acontecerão na cidade de 27/04 a 03/05
Encontro dos Movimentos Sociais - 27a 30 de abril - Assembleia Legislativa
Praia do Trabalhador - 01 de maio - 10h - Praça da Estação
Conferência Municipal de Educação - 02 e 03 de maio - SESC Venda Nova
Retirado do Blog Rede Travessia
Na reunião no MP a PBH reapresentou a mesma proposta do dia 18/04: igualar o salário do nível 1 dos educadores com o inicial do nível 1 dos professores a partir de novembro (o salário passaria de R$1.140,75 para R$1.186,85); igualar o prêmio por participação em reunião pedagógica passando de R$ 80,00 para R$ 100,00; igualar o abono fixação ANUAL de R$ 500,00 para R$800,00. E nenhuma proposta de unificação da progressão por escolaridade (pagamento por habilitação)
Diante disso, a promotora solicitou que a PBH apresentasse uma proposta em relação à unificação da carreira para a categoria antes da assembleia do dia 26/04.
O Comando de Greve passou a manhã reunido e aguardando um retorno da PBH. Diante da ausência de proposta até as 14 horas, o Comando optou por sugerir à assembléia que se chegasse qualquer documento da PBH ele deveria ser avaliado em nova assembleia no dia 27/04, para termos tempo de analisa-lo.
Durante a assembleia, a PBH enviou um documento com a sua proposta, socializado para a categoria que optou por avalia-lo em nova assembleia a ser realizada no dia 27/04, 14 horas, no Hotel Normandy (Rua Tamoios, 212).
O documento contem as seguintes propostas:
1) criar uma comissão para discutir uma proposta de unificação de carreira com o prazo de conclusão de seus trabalhos no final de 2012.
3) enviar um substituto para o Projeto 2068/12 acrescentando as propostas apresentadas no dia 18/04: igualar o salário do nível 1 dos educadores com o inicial do nível 1 dos professores a partir de novembro, o que significa a correção de todos os valores até o nível 15; igualar o prêmio por participação em reunião pedagógica; igualar o abono anual de fixação.
4) realizar uma reunião com pais/mães/responsáveis, SMED e SindREDE para discutir a reposição dos dias de greve.
Avaliamos que a PBH quer jogar para 2013 o debate da unificação da carreira, e ao mesmo tempo, consolidar o seu projeto em curso na Câmara. Ou seja, ela mantém a proposta inicial de carreiras distintas. Destacamos que em 2013 teremos nova legislatura e novo prefeito.
Se de fato, a PBH quer debater a unificação da carreira docente ela pode muito bem acatar nosso substitutivo, inclusive retirando o seu projeto inicial para que a votação seja mais rápida.
Avaliamos que devemos continuar pressionando a Câmara para votar nosso substitutivo, o que significa mantermos nossa greve até a votação do substitutivo (segunda semana de maio). Isto exige ações radicais, tais como acampar/ocupar a Camara e cobrar que o apoio em forma de assinatura concretize-se em votações no plenário.
A luta continua!!!
Participe da assembleia: 27/04, 14 horas, no Hotel Normandy (Rua Tamoios, 212).
Atividades que acontecerão na cidade de 27/04 a 03/05
Encontro dos Movimentos Sociais - 27a 30 de abril - Assembleia Legislativa
Praia do Trabalhador - 01 de maio - 10h - Praça da Estação
Conferência Municipal de Educação - 02 e 03 de maio - SESC Venda Nova
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quarta-feira, 25 de abril de 2012
A Greve continua....
Olá pessoal,
Após questionamentos nesse mesmo blog e na rua, infelizmente tenho que dizer que a UMEI Carlos Prates voltou a funcionar parcialmente. Algumas (poucas) professores voltaram às suas atividades. A grande maioria das professoras continua em greve por acreditar que essa é a única forma de pressionar o prefeito Márcio Lacerda para que sua promessa de campanha (referente aos profissionais da educação infantil) seja cumprida. A categoria sempre se manteve disponível ao diálogo, mas o prefeito não quis realmente fazer cumprir algo que já ganhamos em várias instâncias e é totalmente legal e passível de ser contemplado. Até quando vamos eleger políticos que não cumprem o que prometem em época de campanha eleitoral?!?
Após questionamentos nesse mesmo blog e na rua, infelizmente tenho que dizer que a UMEI Carlos Prates voltou a funcionar parcialmente. Algumas (poucas) professores voltaram às suas atividades. A grande maioria das professoras continua em greve por acreditar que essa é a única forma de pressionar o prefeito Márcio Lacerda para que sua promessa de campanha (referente aos profissionais da educação infantil) seja cumprida. A categoria sempre se manteve disponível ao diálogo, mas o prefeito não quis realmente fazer cumprir algo que já ganhamos em várias instâncias e é totalmente legal e passível de ser contemplado. Até quando vamos eleger políticos que não cumprem o que prometem em época de campanha eleitoral?!?
Convidamos toda a comunidade escolar para participar da Assembléia de hoje para saber como está o nosso movimento....
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terça-feira, 17 de abril de 2012
Reunião de Negociação
Olá pessoal,
Até que enfim a SMED chamou a Comissão de Negociação do Comando de Greve para uma reunião amanhã de manhã. Agora vamos aguardar para ver como a PBH vai se pronunciar.
Discutiremos a proposta na Assembléia das 14:00 horas na Câmara dos Vereadores de BH. Compareçam!!!
Até que enfim a SMED chamou a Comissão de Negociação do Comando de Greve para uma reunião amanhã de manhã. Agora vamos aguardar para ver como a PBH vai se pronunciar.
Discutiremos a proposta na Assembléia das 14:00 horas na Câmara dos Vereadores de BH. Compareçam!!!
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Apoio do NEPEI - UFMG
APOIO AOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL DE BELO HORIZONTE
O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Infância e Educação Infantil – NEPEI, da Faculdade de Educação da UFMG vem a público manifestar seu apoio às(aos) professoras(es) que atuam nas Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEI) de Belo Horizonte, em greve desde o dia 14 de março de 2012. A luta dessas(es) profissionais da educação pela unificação das carreiras de magistério é uma luta por reconhecimento profissional e deve, no nosso entendimento, ser apreendida como parte do processo de reconhecimento social da importância da educação das crianças de 0 a 6 anos, direito reconhecido desde a Constituição Federal de 1988.
A Prefeitura de Belo Horizonte, ao iniciar o processo de ampliação do atendimento público em Educação Infantil na cidade optou pela criação de um cargo paralelo à carreira do professor municipal. Já naquele momento, chamamos a atenção para a inadequação dessa medida, uma vez que nossa legislação reconhece a Educação Infantil como Primeira Etapa da Educação Básica e define, sem sombra de dúvida, que o profissional responsável pela docência nesse nível de ensino, é o professor, para o qual determina a mesma formação exigida para o professor que atua nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Com a criação do cargo de educador infantil, com salários, carreira e benefícios inferiores aos dos professores municipais, a PBH fere o princípio da isonomia, além de indicar, a despeito das propagandas nas quais a Educação Infantil é anunciada como prioridade no município, que essa etapa não recebe, do poder público municipal, o mesmo reconhecimento que ele atribui ao Ensino Fundamental.
O trabalho do professor que atua com crianças nos primeiros anos de vida – o que vale para a docência em outros níveis também – dedicando-se à formação humana, fundamentada em conhecimentos científicos e habilidades construídas ao longo de processos de formação e da prática profissional, reveste-se de grande complexidade. Não se justifica, assim, a adoção de carreira desvalorizada em comparação com aquela que se refere aos professores do Ensino Fundamental.
A valorização dos professores, um dos elementos fundamentais para o desenvolvimento de processos educativos de qualidade, está seriamente negligenciada pela política educacional municipal. A mudança da denominação Educador Infantil para Professor de Educação Infantil, e não a unificação da carreira de Professor Municipal, constitui-se em flagrante desrespeito aos direitos dos professores e das crianças, uma vez que as consequências da total ausência de valorização e reconhecimento profissional repercutem diretamente na qualidade da educação ofertada a elas. Para mencionar apenas um exemplo de consequências desse tipo de medida, destaca-se a tendência à alta rotatividade de professores. Ainda que esses profissionais se identifiquem com essa etapa da educação, são levados a atuarem em outras funções que lhes confiram um maior reconhecimento social e econômico. Essa situação desfavorece o fortalecimento de uma cultura profissional e a consolidação de projetos pedagógicos consistentes para essa faixa etária.
O direito dos professores ao respeito, à dignidade e ao reconhecimento da importância de seu trabalho, do ponto de vista simbólico e material, são fatores que repercutem positivamente no desenvolvimento de projetos pedagógicos de qualidade. É isto que desejam e a que tem direito a população de Belo Horizonte, especialmente as crianças de 0 a 6 anos de idade.
Diante do exposto, solicitamos aos órgãos competentes, Ministério Público, Câmara de Vereadores, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte que tomem as devidas providências para fazer valer esse direito,
Ademilson Soares – Professor do Departamento de Administração Escolar. Pesquisador do NEPEI/FaE/UFMG;
Isabel de Oliveira e Silva – Professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG,
Iza Rodrigues da Luz – Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;
Lívia Fraga- – Professora do Departamento de Administração Escolar. Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG;
Maria Cristina Gouvêa - Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;
Maria Inês Mafra Goulart – Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;
Mônica Correia Baptista – Professora do Departamento de Administração Escolar. Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG;
Rogério Correia da Silva-– Professor do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG
Vanessa Neves - Professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG,
O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Infância e Educação Infantil – NEPEI, da Faculdade de Educação da UFMG vem a público manifestar seu apoio às(aos) professoras(es) que atuam nas Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEI) de Belo Horizonte, em greve desde o dia 14 de março de 2012. A luta dessas(es) profissionais da educação pela unificação das carreiras de magistério é uma luta por reconhecimento profissional e deve, no nosso entendimento, ser apreendida como parte do processo de reconhecimento social da importância da educação das crianças de 0 a 6 anos, direito reconhecido desde a Constituição Federal de 1988.
A Prefeitura de Belo Horizonte, ao iniciar o processo de ampliação do atendimento público em Educação Infantil na cidade optou pela criação de um cargo paralelo à carreira do professor municipal. Já naquele momento, chamamos a atenção para a inadequação dessa medida, uma vez que nossa legislação reconhece a Educação Infantil como Primeira Etapa da Educação Básica e define, sem sombra de dúvida, que o profissional responsável pela docência nesse nível de ensino, é o professor, para o qual determina a mesma formação exigida para o professor que atua nos anos iniciais do Ensino Fundamental.
Com a criação do cargo de educador infantil, com salários, carreira e benefícios inferiores aos dos professores municipais, a PBH fere o princípio da isonomia, além de indicar, a despeito das propagandas nas quais a Educação Infantil é anunciada como prioridade no município, que essa etapa não recebe, do poder público municipal, o mesmo reconhecimento que ele atribui ao Ensino Fundamental.
O trabalho do professor que atua com crianças nos primeiros anos de vida – o que vale para a docência em outros níveis também – dedicando-se à formação humana, fundamentada em conhecimentos científicos e habilidades construídas ao longo de processos de formação e da prática profissional, reveste-se de grande complexidade. Não se justifica, assim, a adoção de carreira desvalorizada em comparação com aquela que se refere aos professores do Ensino Fundamental.
A valorização dos professores, um dos elementos fundamentais para o desenvolvimento de processos educativos de qualidade, está seriamente negligenciada pela política educacional municipal. A mudança da denominação Educador Infantil para Professor de Educação Infantil, e não a unificação da carreira de Professor Municipal, constitui-se em flagrante desrespeito aos direitos dos professores e das crianças, uma vez que as consequências da total ausência de valorização e reconhecimento profissional repercutem diretamente na qualidade da educação ofertada a elas. Para mencionar apenas um exemplo de consequências desse tipo de medida, destaca-se a tendência à alta rotatividade de professores. Ainda que esses profissionais se identifiquem com essa etapa da educação, são levados a atuarem em outras funções que lhes confiram um maior reconhecimento social e econômico. Essa situação desfavorece o fortalecimento de uma cultura profissional e a consolidação de projetos pedagógicos consistentes para essa faixa etária.
O direito dos professores ao respeito, à dignidade e ao reconhecimento da importância de seu trabalho, do ponto de vista simbólico e material, são fatores que repercutem positivamente no desenvolvimento de projetos pedagógicos de qualidade. É isto que desejam e a que tem direito a população de Belo Horizonte, especialmente as crianças de 0 a 6 anos de idade.
Diante do exposto, solicitamos aos órgãos competentes, Ministério Público, Câmara de Vereadores, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte que tomem as devidas providências para fazer valer esse direito,
Ademilson Soares – Professor do Departamento de Administração Escolar. Pesquisador do NEPEI/FaE/UFMG;
Isabel de Oliveira e Silva – Professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG,
Iza Rodrigues da Luz – Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;
Lívia Fraga- – Professora do Departamento de Administração Escolar. Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG;
Maria Cristina Gouvêa - Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;
Maria Inês Mafra Goulart – Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;
Mônica Correia Baptista – Professora do Departamento de Administração Escolar. Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG;
Rogério Correia da Silva-– Professor do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG
Vanessa Neves - Professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG,
quinta-feira, 12 de abril de 2012
FIQUE SABENDO...
Quer ler a melhor reportagem escrita sobre a luta dos professores da educação infantil de BH???
Clique em:
http://cafecomnoticias.blogspot.com.br/2012/04/reportagem-especial-greve-dos.html
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Audiência Pública...
Audiência Pública na Câmara Municipal de Belho Horizonte com o representante da PBH - Paulo Bretas
O secretário Paulo Bretas, representando o senhor Lacerda, protagonizou cenas grotescas na tarde do dia 10 de abril de 2012. Com seu salário entre 500,00 e 600,00 reais por dia (em dois dias ganha o salário de uma “educadora infantil”) destilou preconceitos em público.
Primeiro, tratou as grevistas como pessoas de pouco conhecimento matemático, pois segundo o secretário, elas fazem contas em “papel de pão de padaria”.
Em seguida, desconheceu toda a luta da educação municipal, particularmente a recente, iniciada em 2005, pelas “educadoras infantis”, pela unificação da carreira e tratamento igual entre docentes da educação básica. Para ele, a prefeitura concedeu reajustes como benevolência e não diante da pressão da categoria que sempre teve coragem de ocupar ruas e exigir seus direitos.
Em terceiro, disse que “não se governa com o coração”. Seria uma alusão ao trabalho de cuidado e de formação realizado nas UMEIs, que exige sim, afeto, dedicação, conhecimento científico e compromisso político? Afinal, para aqueles acostumados a governar com negociatas e a mercantilizar a vida da população e a cidade onde vivemos, governar tem significado distinto de bem servir. Governar é beneficiar os ricos e usufruir das benesses do poder.
As guerreiras em luta, não se intimidaram. Disseram o que pensam, o que reivindicam, provaram que conhecem de números, de gente, de vida, de garra e de direitos.
Altivas, fizeram o secretário ouvir, várias vezes em seco, as suas reivindicações e conhecer a sua disposição de luta. Pressionaram a Câmara para tomar uma atitude diante da intransigência do governo. Exigiram do governo uma proposta que contemple as demandas da categoria
A luta continua!!! Mulheres ocupam as ruas!!! Salário igual para trabalho igual!!! Carreira única, já!!!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
A greve continua...
Olá pessoal,
Mais uma Assembléia no dia de hoje decidiu com unanimidade que A GREVE CONTINUA....
E precisamos da presença de TODAS em um ato de greve amanhã, 3ª feira - dia 10 de abril - às 13:45 hs na Câmara Municipal de Belo Horizonte onde será realizada uma Audiência Pública sobre Orçamentos e Finanças da Prefeitura. A Prefeitura não tem dinheiro para a educação??? Vamos pressionar a PBH....
Quem tiver acesso ao jornal "Super", saiu publicado no dia de hoje, 09 de abril, um encarte do sindicato falando dos dados e estatísticas da prefeitura no setor educacional e com uma "carta-resposta" à população emitida pelo sindicato. Vale a pena ler...
A Prefeitura em mais uma ofensiva atitude às professoras grevista, mandou cortar o ponto e cancelar a jornada complementar das mesmas, desprezando o diálogo com a categoria. A PBH descumpre então uma liminar da Justiça que julgou o nosso movimento LEGAL. O jurídico do sindicato já está preparando um recurso para impedir essa ação e tomar medidas de responsabilização da PBH.
O quadro de greve tem se mantido com no mínimo 60% de adesão. A nossa greve é forte e precisamos da presença de todos que lutam por uma educação pública de qualidade e que acreditam na infância como uma etapa da vida onde temos cidadãos de direitos. O nosso movimento é mais forte com você do nosso lado!
terça-feira, 3 de abril de 2012
A greve continua...
Olá pessoal,
Diante do descaso da prefeitura com a educação infantil e como ela se nega a negociar tenho que informar aos leitores desse blog que A GREVE CONTINUA...
Não podemos aceitar o que a Prefeitura quer: sucateamento da educação pública e desvalorização da infância... As professoras da educação infantil exigem Plano de Carreira compatível com os demais professores da Rede Municipal.
sexta-feira, 30 de março de 2012
A nossa greve é LEGAL
Olá pessoal,
Esta é apenas a primeira das nossas vitórias... Força e união que juntos conseguiremos o que a nossa categoria quer e merece.
Esta é apenas a primeira das nossas vitórias... Força e união que juntos conseguiremos o que a nossa categoria quer e merece.
30/03/2012 - BH: Justiça mantém greve de professores
O desembargador Maurício Barros, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), indeferiu hoje, 29 de março, liminar buscada pelo município de Belo Horizonte para declarar ilegal a greve dos professores das Unidades Municipais de Educação Infantil (Umeis), promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sindrede-BH). Para o magistrado, o sindicato tem observado os requisitos necessários para a deflagração do movimento grevista, entre eles, a comunicação com antecedência mínima de 72 horas ao Poder Público.
O município alega que até o deflagramento da greve não foi promovida qualquer tentativa de conciliação. Afirma que, em razão de os servidores exercerem funções elementares de educação pública, a greve vem causando prejuízos irreparáveis às crianças e às famílias.
Ainda, segundo o município, devido à essencialidade específica do serviço de educação infantil, por ser direcionado a crianças de zero a cinco anos e oito meses, o movimento grevista deve ser declarado ilegal. O município solicitou a fixação de uma multa diária de R$ 100 mil caso os servidores não voltassem ao trabalho.
O desembargador Maurício Barros argumentou que, neste momento, somente poderia analisar se estão presentes os requisitos autorizadores da concessão da liminar, sem poder discutir questões que envolvam o mérito da ação. De acordo com o magistrado, o sindicato informou antecipadamente todas as suas ações: a marcação da assembleia para sinalização de greve e da que realmente decidiu pela deflagração do movimento de paralisação, não havendo, assim, a ilegalidade apontada pelo município.
O município alega que até o deflagramento da greve não foi promovida qualquer tentativa de conciliação. Afirma que, em razão de os servidores exercerem funções elementares de educação pública, a greve vem causando prejuízos irreparáveis às crianças e às famílias.
Ainda, segundo o município, devido à essencialidade específica do serviço de educação infantil, por ser direcionado a crianças de zero a cinco anos e oito meses, o movimento grevista deve ser declarado ilegal. O município solicitou a fixação de uma multa diária de R$ 100 mil caso os servidores não voltassem ao trabalho.
O desembargador Maurício Barros argumentou que, neste momento, somente poderia analisar se estão presentes os requisitos autorizadores da concessão da liminar, sem poder discutir questões que envolvam o mérito da ação. De acordo com o magistrado, o sindicato informou antecipadamente todas as suas ações: a marcação da assembleia para sinalização de greve e da que realmente decidiu pela deflagração do movimento de paralisação, não havendo, assim, a ilegalidade apontada pelo município.
quinta-feira, 29 de março de 2012
quarta-feira, 28 de março de 2012
Continuidade da greve - com 80% de paralisação.
ASSEMBLÉIA VOTA PELA CONTINUIDADE DA GREVE COM MAIS DE 80% DE PARALISAÇÃO
Publicado no Jornal Hoje em dia - 28/03/2012
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segunda-feira, 26 de março de 2012
Ato de greve...
Olá pessoal,
Amanhã, dia 27 de março, às 14 horas teremos um ato de greve na porta da Prefeitura de BH. Queremos informar a população sobre os motivos da nossa greve e mostrar ao prefeito que ele precisa cumprir o que prometeu em campanha eleitoral com relação à equiparação salarial e enquadramento de carreira do professor de educação infantil deste município.
Dia 28 de março, às 14 horas teremos uma Assembléia na Câmara Municipal.
Compareçam!!!
E hoje foi dia de protesto.... que aconteceu em três pontos da capital mineira. De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), os manifestantes se reuniram nas avenidas Amazonas, na Região Centro-Sul, Antônio Carlos, na Região Noroeste e Cristiano Machado, na Região Nordeste.
Por causa do protesto, o trânsito ficou lento no sentido bairro das vias. Por volta das 17h, a BHTrans informou que os locais já estavam liberados, mas ainda havia retenção no tráfego.
Reivindicação
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sindrede-BH), a manifestação teve como objetivos divulgar o movimento junto á comunidade e pressionar a prefeitura para abertura de negociação. Os educadores reivindicam equiparação da carreira à de professor da rede municipal, com todas as garantias e benefícios recebidos pelos colegas. A greve tem a adesão de 80% da categoria.
No entanto, a prefeitura mostrou que não está disposta a negociar.... em entrevista à Rede Globo falou que o que queremos é ilegal, mesmo já tendo conhecimento da LDB, do parecer da Promotoria de Justiça e de outras jurisprudências que atestam a validade da reivindicação de equiparação de cargos e salários dos professores de acordo com a sua formação e não do nível de ensino em que trabalham.
A luta continua!!!
Quer ver o que saiu na mídia??
http://g1.globo.com/videos/minas-gerais/t/mgtv-2-edicao/v/educadores-infantis-fazem-manifestacao-em-tres-pontos-de-belo-horizonte/1875133/
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=344847%2CNOT
http://www.hojeemdia.com.br/minas/educador-infantil-para-belo-horizonte-pelo-piso-salarial-1.424446
Amanhã, dia 27 de março, às 14 horas teremos um ato de greve na porta da Prefeitura de BH. Queremos informar a população sobre os motivos da nossa greve e mostrar ao prefeito que ele precisa cumprir o que prometeu em campanha eleitoral com relação à equiparação salarial e enquadramento de carreira do professor de educação infantil deste município.
Dia 28 de março, às 14 horas teremos uma Assembléia na Câmara Municipal.
Compareçam!!!
E hoje foi dia de protesto.... que aconteceu em três pontos da capital mineira. De acordo com a Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans), os manifestantes se reuniram nas avenidas Amazonas, na Região Centro-Sul, Antônio Carlos, na Região Noroeste e Cristiano Machado, na Região Nordeste.
Por causa do protesto, o trânsito ficou lento no sentido bairro das vias. Por volta das 17h, a BHTrans informou que os locais já estavam liberados, mas ainda havia retenção no tráfego.
Reivindicação
Segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sindrede-BH), a manifestação teve como objetivos divulgar o movimento junto á comunidade e pressionar a prefeitura para abertura de negociação. Os educadores reivindicam equiparação da carreira à de professor da rede municipal, com todas as garantias e benefícios recebidos pelos colegas. A greve tem a adesão de 80% da categoria.
No entanto, a prefeitura mostrou que não está disposta a negociar.... em entrevista à Rede Globo falou que o que queremos é ilegal, mesmo já tendo conhecimento da LDB, do parecer da Promotoria de Justiça e de outras jurisprudências que atestam a validade da reivindicação de equiparação de cargos e salários dos professores de acordo com a sua formação e não do nível de ensino em que trabalham.
A luta continua!!!
Quer ver o que saiu na mídia??
http://g1.globo.com/videos/minas-gerais/t/mgtv-2-edicao/v/educadores-infantis-fazem-manifestacao-em-tres-pontos-de-belo-horizonte/1875133/
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=344847%2CNOT
http://www.hojeemdia.com.br/minas/educador-infantil-para-belo-horizonte-pelo-piso-salarial-1.424446
domingo, 25 de março de 2012
Ato de greve...
quinta-feira, 22 de março de 2012
Continuidade da greve.
Olá pessoal,
Hoje tivemos mais uma Assembléia de Greve que lotou o auditório da Faculdade de Medicina da UFMG. Os professores de educação infantil presentes votaram por unanimidade a continuidade da greve.
Foi um momento de grande coletividade e de afirmação da educação infantil como uma categoria forte e decidida que sabe o que quer.
Depois do fim da Assembléia saímos em passeata pela Avenida Prof. Alfredo Balena e Avenida Afonso Pena e paramos em frente à porta da Prefeitura de Belo Horizonte. Estamos cobrando do Governo Municipal promessas feitas na sua campanha eleitoral com relação ao reconhecimento da carreira do professor da educação infantil com todos os direitos inerentes à um professor da educação básica.
Continuidade da greve da educação infantil no Jornal Hoje em Dia
Hoje tivemos mais uma Assembléia de Greve que lotou o auditório da Faculdade de Medicina da UFMG. Os professores de educação infantil presentes votaram por unanimidade a continuidade da greve.
Foi um momento de grande coletividade e de afirmação da educação infantil como uma categoria forte e decidida que sabe o que quer.
Depois do fim da Assembléia saímos em passeata pela Avenida Prof. Alfredo Balena e Avenida Afonso Pena e paramos em frente à porta da Prefeitura de Belo Horizonte. Estamos cobrando do Governo Municipal promessas feitas na sua campanha eleitoral com relação ao reconhecimento da carreira do professor da educação infantil com todos os direitos inerentes à um professor da educação básica.
Continuidade da greve da educação infantil no Jornal Hoje em Dia
Greve da Educação Infantil
Greve da Educação Infantil por igualdade salarial, carreira única e cumprimento de promessa de campanha eleitoral.
Nós, educadoras infantis da PBH, estamos em greve desde o dia 14 de março. Reivindicamos que a PBH cumpra a lei e a promessa de campanha do Lacerda: salário igual para professoras da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Carreira única e tratamento sem discriminação.
Conseguimos parar 80% das UMEIs. Nossas atividades tem demonstrado com muita energia e alto astral que a única alternativa da PBH é cumprir o que foi prometido e nos é de direito: valorização salarial e unificação da carreira. Realizamos um belo ato na porta da PBH com uma grande ciranda. Protestamos na SMED e reforçamos nossa disposição para a luta. Visitamos a Câmara para exigir que os vereadores cobrem do prefeito o envio de um substitutivo para o PL 2068/12 e PELO 14/12, pois estes não reconhecem o nosso direito à salário e carreira iguais ao do restante dos docentes municipais.
No dia 21 conversamos com o Luis Henrique, Rosa e Ismayr em uma suposta "mesa de negociação". Percebemos claramente o receio deles de barrarmos o projeto na câmara que resolve apenas alguns problemas do governo. Devemos continuar pressionando a câmara para que o trâmite do projeto seja interrompido. O governo tentou de várias formas intimidar a luta da educação infantil, mas não conseguiu.
No mesmo dia à tarde percorremos alguns gabinetes na câmara para discutir com vereadores o projeto e a greve da educação infantil. Percebemos a necessidade de visitação aos gabinetes e tentaremos garantir um seminário sobre o projeto.
Precisamos manter a nossa luta e exigir o cumprimento da lei. Por isso, defendemos a continuidade da greve na Assembleia amanhã e um calendário com ações para pressionar o prefeito Lacerda a cumprir o que prometeu e o que é nosso direito.
Vamos à luta!
Sugestão de Calendário de atividades
23/3 - sexta - visita à Câmara para entregar documento ao presidente da casa com cópia para cada vereador (visitar gabinetes), comissões e bancadas, exigindo que o PL 2068/12 tenha o mesmo tratamento que o projeto da previdência (seminário, debate, comissões etc.).
24/3 - sabado - 14h - debate no curso da FaE/UEMG e FaE/UFMG sobre a história da luta das professoras/educadoras pela unificação da carreira docente - anfiteatro do IEMG
24/3 - sábado - panfletagem nos bairros e igrejas25/3 - domingo - panfletagem nos bairros, igrejas e Feira Hippie (encontrar 10h na porta da PBH)
26/3 - segunda - regionais de greve (manhã e tarde)
27/3 - terça - 14h - concentração - Manifestação "Procura-se o prefeito para cumprir a promessa de campanha - mesmo salario e carreira para todas/os os professores/as da PBH" - concentração na Praça 7
28/3 - quarta - 14h - participar do Debate na FaE/UFMG sobre remuneração docente (colocar nome da atividade)
29/3 - quinta - 14h - Ato de apoio à greve com os movimentos sociais (sindicatos, mulheres, universidades, pais/mães) pela apresentação de substitutivo
30/3 - sexta - 14h - Assembléia da categoria na Câmara Municipal
Retirado do blog: www.educacaoinfantilpbh.blogspot.com
Nós, educadoras infantis da PBH, estamos em greve desde o dia 14 de março. Reivindicamos que a PBH cumpra a lei e a promessa de campanha do Lacerda: salário igual para professoras da educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Carreira única e tratamento sem discriminação.
Conseguimos parar 80% das UMEIs. Nossas atividades tem demonstrado com muita energia e alto astral que a única alternativa da PBH é cumprir o que foi prometido e nos é de direito: valorização salarial e unificação da carreira. Realizamos um belo ato na porta da PBH com uma grande ciranda. Protestamos na SMED e reforçamos nossa disposição para a luta. Visitamos a Câmara para exigir que os vereadores cobrem do prefeito o envio de um substitutivo para o PL 2068/12 e PELO 14/12, pois estes não reconhecem o nosso direito à salário e carreira iguais ao do restante dos docentes municipais.
No dia 21 conversamos com o Luis Henrique, Rosa e Ismayr em uma suposta "mesa de negociação". Percebemos claramente o receio deles de barrarmos o projeto na câmara que resolve apenas alguns problemas do governo. Devemos continuar pressionando a câmara para que o trâmite do projeto seja interrompido. O governo tentou de várias formas intimidar a luta da educação infantil, mas não conseguiu.
No mesmo dia à tarde percorremos alguns gabinetes na câmara para discutir com vereadores o projeto e a greve da educação infantil. Percebemos a necessidade de visitação aos gabinetes e tentaremos garantir um seminário sobre o projeto.
Precisamos manter a nossa luta e exigir o cumprimento da lei. Por isso, defendemos a continuidade da greve na Assembleia amanhã e um calendário com ações para pressionar o prefeito Lacerda a cumprir o que prometeu e o que é nosso direito.
Vamos à luta!
Sugestão de Calendário de atividades
23/3 - sexta - visita à Câmara para entregar documento ao presidente da casa com cópia para cada vereador (visitar gabinetes), comissões e bancadas, exigindo que o PL 2068/12 tenha o mesmo tratamento que o projeto da previdência (seminário, debate, comissões etc.).
24/3 - sabado - 14h - debate no curso da FaE/UEMG e FaE/UFMG sobre a história da luta das professoras/educadoras pela unificação da carreira docente - anfiteatro do IEMG
24/3 - sábado - panfletagem nos bairros e igrejas25/3 - domingo - panfletagem nos bairros, igrejas e Feira Hippie (encontrar 10h na porta da PBH)
26/3 - segunda - regionais de greve (manhã e tarde)
27/3 - terça - 14h - concentração - Manifestação "Procura-se o prefeito para cumprir a promessa de campanha - mesmo salario e carreira para todas/os os professores/as da PBH" - concentração na Praça 7
28/3 - quarta - 14h - participar do Debate na FaE/UFMG sobre remuneração docente (colocar nome da atividade)
29/3 - quinta - 14h - Ato de apoio à greve com os movimentos sociais (sindicatos, mulheres, universidades, pais/mães) pela apresentação de substitutivo
30/3 - sexta - 14h - Assembléia da categoria na Câmara Municipal
Retirado do blog: www.educacaoinfantilpbh.blogspot.com
terça-feira, 20 de março de 2012
Dia de manifestação
Olá pessoal,
A greve da educação infantil está ganhando cada vez mais adeptos, chegando a 70% de umeis e escolas com turmas de educação infantil participantes. O nosso movimento está forte e coeso e depois de esperar vários anos, enfim temos a honra de mostrar uma categoria que sabe o que quer e luta por seus direitos.
Na paralisação de hoje tivemos muitas colegas presentes e fizemos um bonito movimento de manifestação. Fechamos a Avenida Afonso Pena e deitamos no chão. Depois seguimos em caminhada da PBH até a Praça 7 e fizemos uma grande roda fechando o cruzamento da Avenida Amazonas com Avenida Afonso Pena. Foi um momento de muita importância da nossa luta e convidamos aos pais, comunidade e demais educadores que não estavam presentes a aderirem ao nosso movimento para ganharmos ainda mais força e termos uma real valorização do professor de educação infantil.
Clique no link abaixo para ver a reportagem da Rede Globo sobre o primeiro dia de greve da educação infantil.
http://glo.bo/wZwiab
A greve da educação infantil está ganhando cada vez mais adeptos, chegando a 70% de umeis e escolas com turmas de educação infantil participantes. O nosso movimento está forte e coeso e depois de esperar vários anos, enfim temos a honra de mostrar uma categoria que sabe o que quer e luta por seus direitos.
Na paralisação de hoje tivemos muitas colegas presentes e fizemos um bonito movimento de manifestação. Fechamos a Avenida Afonso Pena e deitamos no chão. Depois seguimos em caminhada da PBH até a Praça 7 e fizemos uma grande roda fechando o cruzamento da Avenida Amazonas com Avenida Afonso Pena. Foi um momento de muita importância da nossa luta e convidamos aos pais, comunidade e demais educadores que não estavam presentes a aderirem ao nosso movimento para ganharmos ainda mais força e termos uma real valorização do professor de educação infantil.
Clique no link abaixo para ver a reportagem da Rede Globo sobre o primeiro dia de greve da educação infantil.
http://glo.bo/wZwiab
segunda-feira, 19 de março de 2012
Calendário de greve
Calendário de Greve
19/03 - Segunda-feira: Regionais de greve às 8h e às 14h
Comando de greve às 18h no sindicato
20/03 - Manifestação na porta da PBH às 14h
21/03 - Manifestação na porta da SMED às 9h
22/03 - Assembleia às 14h - Auditório da Faculdade de Medicina da UFMG - Av. Professor Alfredo Balena
Obs: É importante buscar informações e ficar atento à qualquer alteração que divulgaremos o mais rápido possível.
19/03 - Segunda-feira: Regionais de greve às 8h e às 14h
Comando de greve às 18h no sindicato
20/03 - Manifestação na porta da PBH às 14h
21/03 - Manifestação na porta da SMED às 9h
22/03 - Assembleia às 14h - Auditório da Faculdade de Medicina da UFMG - Av. Professor Alfredo Balena
Obs: É importante buscar informações e ficar atento à qualquer alteração que divulgaremos o mais rápido possível.
sábado, 17 de março de 2012
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