sexta-feira, 27 de abril de 2012

A greve terminou...

Olá pessoal,


A Assembléia na tarde de hoje votou em maioria para colocarmos um fim à greve da educação infantil que durou aproximadamente 45 dias. A prefeitura demorou a negociar e a paralisação das umeis e escolas com turmas de educação infantil se arrastou por muitos dias gerando grandes prejuízos às crianças, às professores e à própria imagem do prefeito. Imagem essa  que após esse descaso com a educação, ficou  abalada e deixou claro que ele não está atento às demandas da sociedade que governa. Entre ameaças e atitudes de repressão aos professores grevistas, a PBH mostrou que não está disposta à encarar um diálogo amplo sobre os direitos dos cidadãos da primeira infância. E mais, que não é verdadeiramente representante do povo, e nem cumpre leis que se referem aos direitos dos professores da educação básica.


Não conseguimos a tão almejada isonomia de carreira com os demais professores da educação básica, mas na Câmara temos um substitutivo que está para ser votado logo após o projeto do prefeito que nós acena com reais chances de conseguir o que a categoria tanto luta já há oito anos.


Gostaríamos de agradecer ao apoio recebido da comunidade escolar durante todo o tempo que estivemos em greve!!!

Ensinar exige acreditar que a mudança é possível. É o saber da História como possibilidade e não como determinação. "O mundo não é. O mundo está sendo."
Paulo Freire in Pedagogia da autonomia

Proposta da PBH não atende à categoria.

No dia 25/04, quarta-feira, enquanto a categoria realizava a sua assembleia, acontecia uma reunião convocada pelo Ministério Público entre o Comando de Greve, a PBH e representantes de pais/mães. Por isso, foi marcada nova assembleia para o dia 26/04, 14h, na Faculdade de Medicina.
Na reunião no MP a PBH reapresentou a mesma proposta do dia 18/04: igualar o salário do nível 1 dos educadores com o inicial do nível 1 dos professores a partir de novembro (o salário passaria de R$1.140,75 para R$1.186,85); igualar o prêmio por participação em reunião pedagógica passando de R$ 80,00 para R$ 100,00; igualar o abono fixação ANUAL de R$ 500,00 para R$800,00. E nenhuma proposta de unificação da progressão por escolaridade (pagamento por habilitação)
Diante disso, a promotora solicitou que a PBH apresentasse uma proposta em relação à unificação da carreira para a categoria antes da assembleia do dia 26/04.
O Comando de Greve passou a manhã reunido e aguardando um retorno da PBH. Diante da ausência de proposta até as 14 horas, o Comando optou por sugerir à assembléia que se chegasse qualquer documento da PBH ele deveria ser avaliado em nova assembleia no dia 27/04, para termos tempo de analisa-lo.
Durante a assembleia, a PBH enviou um documento com a sua proposta, socializado para a categoria que optou por avalia-lo em  nova assembleia a ser realizada no dia 27/04, 14 horas, no Hotel Normandy (Rua Tamoios, 212).
O documento contem as seguintes propostas:
1) criar uma comissão para discutir uma proposta de unificação de carreira com o prazo de conclusão de seus trabalhos no final de 2012.
3) enviar um substituto para o Projeto 2068/12 acrescentando as propostas apresentadas no dia 18/04: igualar o salário do nível 1 dos educadores com o inicial do nível 1 dos professores a partir de novembro, o que significa a correção de todos os valores até o nível 15; igualar o prêmio por participação em reunião pedagógica; igualar o abono anual de fixação.
4) realizar uma reunião com pais/mães/responsáveis, SMED e SindREDE para discutir a reposição dos dias de greve.
Avaliamos que a PBH quer jogar para 2013 o debate da unificação da carreira, e ao mesmo tempo, consolidar o seu projeto em curso na Câmara. Ou seja, ela mantém a proposta inicial de carreiras distintas. Destacamos que em 2013 teremos nova legislatura e novo prefeito.
Se de fato, a PBH quer debater a unificação da carreira docente ela pode muito bem acatar nosso substitutivo, inclusive retirando o seu projeto inicial para que a votação seja mais rápida.
Avaliamos que devemos continuar pressionando a Câmara para votar nosso substitutivo, o que significa mantermos nossa greve até a votação do substitutivo (segunda semana de maio). Isto exige ações radicais, tais como acampar/ocupar a Camara e cobrar que o apoio em forma de assinatura concretize-se em votações no plenário.

A luta continua!!!
Participe da assembleia: 27/04, 14 horas, no Hotel Normandy (Rua Tamoios, 212).

Atividades que acontecerão na cidade de 27/04 a 03/05
Encontro dos Movimentos Sociais - 27a 30 de abril - Assembleia Legislativa
Praia do Trabalhador - 01 de maio - 10h - Praça da Estação 
Conferência Municipal de Educação - 02 e 03 de maio - SESC Venda Nova



Retirado do Blog Rede Travessia



quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Greve continua....

Olá pessoal,


Após questionamentos nesse mesmo blog e na rua, infelizmente tenho que dizer que a UMEI Carlos Prates voltou a funcionar parcialmente. Algumas (poucas) professores voltaram às suas atividades. A grande maioria das professoras continua em greve por acreditar que essa é a única forma de pressionar o prefeito Márcio Lacerda para que sua promessa de campanha (referente aos profissionais da educação infantil) seja cumprida. A categoria sempre se manteve disponível ao diálogo, mas o prefeito não quis realmente fazer cumprir algo que já ganhamos em várias instâncias e é totalmente legal e passível de ser contemplado. Até quando vamos eleger políticos que não cumprem o que prometem em época de campanha eleitoral?!?


Convidamos toda a comunidade escolar para participar da Assembléia de hoje para saber como está o nosso movimento....



terça-feira, 17 de abril de 2012

Reunião de Negociação

Olá pessoal,


Até que enfim a SMED chamou a Comissão de Negociação do Comando de Greve para uma reunião amanhã de manhã. Agora vamos aguardar para ver como a PBH vai se pronunciar.


Discutiremos a proposta na Assembléia das 14:00 horas na Câmara dos Vereadores de BH. Compareçam!!!

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Apoio do NEPEI - UFMG

APOIO AOS PROFESSORES DA EDUCAÇÃO INFANTIL DE BELO HORIZONTE

O Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Infância e Educação Infantil – NEPEI, da Faculdade de Educação da UFMG vem a público manifestar seu apoio às(aos) professoras(es) que atuam nas Unidades Municipais de Educação Infantil (UMEI) de Belo Horizonte, em greve desde o dia 14 de março de 2012. A luta dessas(es) profissionais da educação pela unificação das carreiras de magistério é uma luta por reconhecimento profissional e deve, no nosso entendimento, ser apreendida como parte do processo de reconhecimento social da importância da educação das crianças de 0 a 6 anos, direito reconhecido desde a Constituição Federal de 1988.

A Prefeitura de Belo Horizonte, ao iniciar o processo de ampliação do atendimento público em Educação Infantil na cidade optou pela criação de um cargo paralelo à carreira do professor municipal. Já naquele momento, chamamos a atenção para a inadequação dessa medida, uma vez que nossa legislação reconhece a Educação Infantil como Primeira Etapa da Educação Básica e define, sem sombra de dúvida, que o profissional responsável pela docência nesse nível de ensino, é o professor, para o qual determina a mesma formação exigida para o professor que atua nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Com a criação do cargo de educador infantil, com salários, carreira e benefícios inferiores aos dos professores municipais, a PBH fere o princípio da isonomia, além de indicar, a despeito das propagandas nas quais a Educação Infantil é anunciada como prioridade no município, que essa etapa não recebe, do poder público municipal, o mesmo reconhecimento que ele atribui ao Ensino Fundamental.

O trabalho do professor que atua com crianças nos primeiros anos de vida – o que vale para a docência em outros níveis também – dedicando-se à formação humana, fundamentada em conhecimentos científicos e habilidades construídas ao longo de processos de formação e da prática profissional, reveste-se de grande complexidade. Não se justifica, assim, a adoção de carreira desvalorizada em comparação com aquela que se refere aos professores do Ensino Fundamental.

A valorização dos professores, um dos elementos fundamentais para o desenvolvimento de processos educativos de qualidade, está seriamente negligenciada pela política educacional municipal. A mudança da denominação Educador Infantil para Professor de Educação Infantil, e não a unificação da carreira de Professor Municipal, constitui-se em flagrante desrespeito aos direitos dos professores e das crianças, uma vez que as consequências da total ausência de valorização e reconhecimento profissional repercutem diretamente na qualidade da educação ofertada a elas. Para mencionar apenas um exemplo de consequências desse tipo de medida, destaca-se a tendência à alta rotatividade de professores. Ainda que esses profissionais se identifiquem com essa etapa da educação, são levados a atuarem em outras funções que lhes confiram um maior reconhecimento social e econômico. Essa situação desfavorece o fortalecimento de uma cultura profissional e a consolidação de projetos pedagógicos consistentes para essa faixa etária.

O direito dos professores ao respeito, à dignidade e ao reconhecimento da importância de seu trabalho, do ponto de vista simbólico e material, são fatores que repercutem positivamente no desenvolvimento de projetos pedagógicos de qualidade. É isto que desejam e a que tem direito a população de Belo Horizonte, especialmente as crianças de 0 a 6 anos de idade.

Diante do exposto, solicitamos aos órgãos competentes, Ministério Público, Câmara de Vereadores, Prefeitura Municipal de Belo Horizonte que tomem as devidas providências para fazer valer esse direito,

Ademilson Soares – Professor do Departamento de Administração Escolar. Pesquisador do NEPEI/FaE/UFMG;

Isabel de Oliveira e Silva – Professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG,

Iza Rodrigues da Luz – Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;

Lívia Fraga- – Professora do Departamento de Administração Escolar. Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG;

Maria Cristina Gouvêa - Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;

Maria Inês Mafra Goulart – Professora do Departamento de Ciências Aplicadas à Educação. Pesquisadora do NEPEI/ FaE/UFMG;

Mônica Correia Baptista – Professora do Departamento de Administração Escolar. Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG;

Rogério Correia da Silva-– Professor do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG

Vanessa Neves - Professora do Departamento de Métodos e Técnicas de Ensino - Pesquisadora do NEPEI/FaE/UFMG,

quinta-feira, 12 de abril de 2012

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Audiência Pública...

Audiência Pública na Câmara Municipal de Belho Horizonte com o representante da PBH - Paulo Bretas



O secretário Paulo Bretas, representando o senhor Lacerda, protagonizou cenas grotescas na tarde do dia 10 de abril de 2012. Com seu salário entre 500,00 e 600,00 reais por dia (em dois dias ganha o salário de uma “educadora infantil”) destilou preconceitos em público.
Primeiro, tratou as grevistas como pessoas de pouco conhecimento matemático, pois segundo o secretário, elas fazem contas em “papel de pão de padaria”.
Em seguida, desconheceu toda a luta da educação municipal, particularmente a recente, iniciada em 2005, pelas “educadoras infantis”, pela unificação da carreira e tratamento igual entre docentes da educação básica. Para ele, a prefeitura concedeu reajustes como benevolência e não diante da pressão da categoria que sempre teve coragem de ocupar ruas e exigir seus direitos.
Em terceiro, disse que “não se governa com o coração”. Seria uma alusão ao trabalho de cuidado e de formação realizado nas UMEIs, que exige sim, afeto, dedicação, conhecimento científico e compromisso político? Afinal, para aqueles acostumados a governar com negociatas e a mercantilizar a vida da população e a cidade onde vivemos, governar tem significado distinto de bem servir. Governar é beneficiar os ricos e usufruir das benesses do poder.
As guerreiras em luta, não se intimidaram. Disseram o que pensam, o que reivindicam, provaram que conhecem de números, de gente, de vida, de garra e de direitos.
Altivas, fizeram o secretário ouvir, várias vezes em seco, as suas reivindicações e conhecer a sua disposição de luta. Pressionaram a Câmara para tomar uma atitude diante da intransigência do governo. Exigiram do governo uma proposta que contemple as demandas da categoria
A luta continua!!! Mulheres ocupam as ruas!!! Salário igual para trabalho igual!!! Carreira única, já!!!


segunda-feira, 9 de abril de 2012

A greve continua...

Olá pessoal,

Mais uma Assembléia no dia de hoje decidiu com unanimidade que A GREVE CONTINUA....

E precisamos da presença de TODAS em um ato de greve amanhã, 3ª feira - dia 10 de abril - às 13:45 hs na Câmara Municipal de Belo Horizonte onde será realizada uma Audiência Pública sobre Orçamentos e Finanças da Prefeitura. A Prefeitura não tem dinheiro para a educação??? Vamos pressionar a PBH.... 

Quem tiver acesso ao jornal "Super", saiu publicado no dia de hoje, 09 de abril, um encarte do sindicato falando dos dados e estatísticas da prefeitura no setor educacional e com uma "carta-resposta" à população emitida pelo sindicato. Vale a pena ler...

A Prefeitura em mais uma ofensiva atitude às professoras grevista, mandou cortar o ponto e cancelar a jornada complementar das mesmas, desprezando o diálogo com a categoria. A PBH descumpre então uma liminar da Justiça que julgou o nosso movimento LEGAL. O jurídico do sindicato já está preparando um recurso para impedir essa ação e tomar medidas de responsabilização da PBH.

O quadro de greve tem se mantido com no mínimo 60% de adesão. A nossa greve é forte e precisamos da presença de todos que lutam por uma educação pública de qualidade e que acreditam na infância como uma etapa da vida onde temos cidadãos de direitos. O nosso movimento é mais forte com você do nosso lado!

terça-feira, 3 de abril de 2012

A greve continua...

Olá pessoal,

Diante do descaso da prefeitura com a educação infantil e como ela se nega a negociar tenho que informar aos leitores desse blog que A GREVE CONTINUA...
Não podemos aceitar o que a Prefeitura quer: sucateamento da educação pública e desvalorização da infância... As professoras da educação infantil exigem Plano de Carreira compatível com os demais professores da Rede Municipal.