quinta-feira, 6 de maio de 2010

O confinamento da infância

Olá pessoal,

O confinamento da infância em instituições especializadas voltadas à educação, impõe um sério problemas para as crianças: diferente do espeço da rua que permitia que os grupos se auto-organizassem, nestas instituições é o adulto quem organiza o tempo e o espaço da criança, criando regras de convivência sem a participação das mesmas que acabam indo muitas vezes de encontro aos interesses das crianças. Instaura-se um conflito caracterizado por resistência, rebeldia e conformismo. PERROTI, Edmir. Confinamento cultural, infância e leitura. São Paulo: Summus, 1990.
Seguindo a linha de pensamento de Perroti, podemos dizer que o confinamento das crianças em uma instituição como a nossa Umei, nos põe em uma situação ainda mais delicada quando temos de lidar com espaços restritos e sem atrações variadas. As crianças saem (quando não está chovendo) para o parquinho (que é a única área livre fora da sala de aula) com um furor e uma expectativa sem igual. Lá é o espaço onde elas poderão enfim, viver um pouco da sua infância e relacionar com seus pares, sem grande tolhimento da sua liberdade. A nossa instituição tem uma grande carência de espaço físico. Apesar da busca de alternativas para racionalizar e usar ao máximo o espaço existente, carecemos urgentemente de uma ampliação do mesmo.
A solução, ou pelo menos, atentaiva de amenizar o problema já foi pensada e foi descoberto que o prédio ao lado pertencia ao poder público municipal. Esse prédio então seria usado para a expansão da UMEI. Isso foi publicado no DOM (Diário Oficial do Município) sob o decreto nº13284 de 04 de setembro de 2008, mas nada mais foi feito. Até quando vamos esperar a vontade política dos nossos governantes para atenderem os interesses da população? O prédio que serviria para a expansão da Umei está sendo re-locado para terceiros e quem está lucrando com isso?!?

Um comentário:

  1. Pois é, alguma coisa tem que ser feita para conseguirmos aquele imóvel. Segundo a Jussara, através do OP (orçamento participativo) é fato, que conseguiremos, enquanto que por via judicial é mais difícil. Não sei se realmente a prefeitura, através de nossos gerentes regionais, já fez de tudo que podia, como disse a Jussara. Por isso, entrei no OP com a reivindicação da ampliação da UMEI. Para ganharmos, não será tarefa fácil. Será preciso mobilizar toda a comunidade escolar e também professores e funcionários. Por esses dias, irei passar as coordenadas dos passos a seguir. Aguardem. Lembrem-se que quando entro num negócio é pra ganhar! rsss... Mas preciso da mobilização de todos!

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