Audiência Pública na Câmara Municipal de Belho Horizonte com o representante da PBH - Paulo Bretas
O secretário Paulo Bretas, representando o senhor Lacerda, protagonizou cenas grotescas na tarde do dia 10 de abril de 2012. Com seu salário entre 500,00 e 600,00 reais por dia (em dois dias ganha o salário de uma “educadora infantil”) destilou preconceitos em público.
Primeiro, tratou as grevistas como pessoas de pouco conhecimento matemático, pois segundo o secretário, elas fazem contas em “papel de pão de padaria”.
Em seguida, desconheceu toda a luta da educação municipal, particularmente a recente, iniciada em 2005, pelas “educadoras infantis”, pela unificação da carreira e tratamento igual entre docentes da educação básica. Para ele, a prefeitura concedeu reajustes como benevolência e não diante da pressão da categoria que sempre teve coragem de ocupar ruas e exigir seus direitos.
Em terceiro, disse que “não se governa com o coração”. Seria uma alusão ao trabalho de cuidado e de formação realizado nas UMEIs, que exige sim, afeto, dedicação, conhecimento científico e compromisso político? Afinal, para aqueles acostumados a governar com negociatas e a mercantilizar a vida da população e a cidade onde vivemos, governar tem significado distinto de bem servir. Governar é beneficiar os ricos e usufruir das benesses do poder.
As guerreiras em luta, não se intimidaram. Disseram o que pensam, o que reivindicam, provaram que conhecem de números, de gente, de vida, de garra e de direitos.
Altivas, fizeram o secretário ouvir, várias vezes em seco, as suas reivindicações e conhecer a sua disposição de luta. Pressionaram a Câmara para tomar uma atitude diante da intransigência do governo. Exigiram do governo uma proposta que contemple as demandas da categoria
A luta continua!!! Mulheres ocupam as ruas!!! Salário igual para trabalho igual!!! Carreira única, já!!!


Dri, adoroooooo seus textos...bjs
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